.
. 

Genética I 

Genes Letais: derrubam a proporção de Mendel 1 : 2 : 1 .( Muitas vezes as proporções não eram de acordo com Mendel , corretas .Chegou-se a conclusão de que havia raramente , uma combinação letal entre os genes .).Para cada cruzamento só existe uma combinação letal .

Ausência de dominância: Além dos genes letais que atrapalham as proporções mendelianas , ha a ocorrência de características intermediárias ou ausência de dominância. A característica intermediária e indicada por letras maiúsculas diferentes . Ex: VV X BB ( pétalas vermelhas e brancas ) 100% rosas - característica intermediária.
Alelos Múltiplos : Atrás de um determinado fenótipo ha mais de um par de alelos .Eles obedecem as proporções mendelianas.

Tomemos como exemplo a cor da pelagem dos coelhos .
> = domina
Cch > Ch > Cc > Ca > c

Um só par entra na constituição do genótipo do coelho ( cada indivíduo tem 2 alelos ).
Os alelos múltiplos tem uma seqüência de dominância .

Grupos sangüíneos ( caso de alelos múltiplos ):
- Se tiver mais de dois genes é um caso de alelos múltiplos ;
- Se tiver mais de dois fenótipos pode ser um caso de herança sem dominância .

Sistema ABO:

Introdução:
Foi no século XX que a transfusão de sangue, adquiriu bases mais científicas. Em 1900 foram descritos os grupos sanguíneos A, B e O por Landsteiner e em 1902 o grupo AB por De Costello e Starli. A descrição do sistema Rh foi posterior (1940), por Landsteiner e Wiener.

Os grupos sanguíneos são constituídos por antígenos que são a expressão de genes herdados da geração anterior. Quando um antígeno está presente, isto significa que o indivíduo herdou o gene de um ou de ambos os pais, e que este gene poderá ser transmitido para a próxima geração. O gene é uma unidade fundamental da hereditariedade, tanto física quanto funcionalmente.

Sistema ABO:
Há vários grupos sangüíneos herdados independentemente entre si. São conhecidos diversos sistemas de grupo sangüíneos.

Entre eles podemos citar os sistemas ABO, Rh, MNS, Kell, Lewis, etc. O sistema ABO é o de maior importância na prática transfusional por ser o mais antigênico, ou seja, por ter maior capacidade de provocar a produção de anticorpos, seguido pelo sistema Rh.

Os antígenos deste sistema estão presentes na maioria dos tecidos do organismo . Fazem parte deste sistema três genes A, B e O podendo qualquer um dos três ocupar o loco ABO em cada elemento do par de cromossomos responsáveis por este sistema.

Os genes ABO não codificam diretamente seus antígenos específicos, mas enzimas que tem a função de transportar açúcares específicos, para uma substância precursora produzindo os antígenos ABO.

O indivíduo do grupo AB é possuidor de um gene A e de um gene B, tendo sido um herdado da mãe e o outro do pai. Ele possui nos seus glóbulos vermelhos os antígenos A e B, seu genótipo é AB.

No caso do grupo O, foi herdado do pai e da mãe o mesmo gene O. O gene O é amorfo, isto é, não produz antígeno perceptível. As células de grupo O são reconhecidas pela ausência de antígeno A ou B. Quando o gene O é herdado ao lado de A, apenas o gene A se manifesta; e se é herdado ao lado do gene B apenas o gene B se manifesta.

Ao realizarmos os testes rotineiros em laboratório, não podemos diferenciar os indivíduos BO e BB, e nem AO e AA. Os símbolos A e B, quando nos referimos a grupos, indicam fenótipos, enquanto que AA, BO etc. são genótipos (ver quadro abaixo).

 

FENÓTIPO

GENÓTIPO

A

AO

A

AA

O

OO

B

BO

B

BB

AB

AB

É dito homozigótico quando o indivíduo é possuidor de genes iguais (AA, BB, OO), e heterozigótico quando os genes são diferentes (AO, BO, AB)

A CLASSIFICAÇÃO SANGÜÍNEA

A determinação do grupo sangüíneo deste sistema, é feito usando dois tipos de teste.

1º– Através da identificação da presença de antígenos nos eritrócitos, usando reativos compostos de anticorpos conhecidos (anti-A, anti-B, anti-AB). Esta é a chamada classificação ou tipagem direta .

2º– Através da identificação da presença de anticorpos no soro/plasma usando reativos compostos de antígenos conhecidos (hemácias A e hemácias B). Esta é a classificação ou tipagem reversa (ver quadro abaixo).

GRUPO SANGUÍNEO

SORO DE TIPAGEM

Anti-A Anti-B

HEMÁCIAS DE TIPAGEM

A B

ANTÍGENO

ANTICORPO

A

+

-

-

+

A

Anti-B

B

-

+

+

-

B

Anti-A

AB

+

+

-

-

AB

Ausente

O

-

-

+

+

-

Anti-A e Anti-B

Regularmente as pessoas expostas a um antígeno que não possuem, podem responder com a produção de um anticorpo específico para este antígeno. Entretanto, há alguns antígenos que possuem uma estrutura que se parece muito com antígenos de bactérias e planta, aos quais estamos constantemente expostos. Nestes casos, ocorre a produção de anticorpos a partir do contato com as bactérias e plantas, e não ao antígeno eritrocitário.

Neste grupo encontramos os antígenos do sistema ABO. Por este processo, os indivíduos com idade superior a seis meses, possuem o anticorpo contra o antígeno que não tem, pois já foram expostos a essas bactérias e plantas, através da alimentação. Estes anticorpos são chamados de isoaglutininas ou aglutininas naturais.

Observando o quadro acima podemos perceber a presença dos antígenos e anticorpos em cada grupo sanguíneo. É nesta presença ou ausência de antígenos e anticorpos que se baseia a tipagem sanguínea e a escolha do sangue a ser transfundido.

As transfusões podem ser:

* Isogrupo – quando doador e receptor são do mesmo grupo ABO
* Heterogrupo – doador e receptor são de grupo sanguíneo diferente

A escolha do sangue se baseia em que o indivíduo não pode ser transfundido com um sangue que possua um antígeno que ele não tem, pois o anticorpo presente no seu plasma, contra esse antígeno, iria reagir com essas hemácias transfundidas. Em vista disso e observando o quadro acima, fica claro que um indivíduo do grupo A não pode tomar sangue B e assim por diante.

Sempre que possível deve se transfundir sangue isogrupo, pois se por exemplo, transfundimos um sangue do grupo O a um paciente do grupo A, junto com as hemácias transfundidas temos uma quantidade de plasma onde há anticorpo anti-A, que poderá reagir com as hemácias deste paciente causando um grau de hemólise maior ou menor, mas que poderá ter um significado a depender do quadro clinico do paciente. Cada caso deve ser analisado pelo hemoterapeuta .

Este sistema ABO, também pode ocasionar incompatibilidade materno-fetal, com desenvolvimento da doença hemolítica peri-natal. Apresenta também importância em transplantes renais ou cardíaco, com menor papel nos hepáticos ou de medula óssea. Em alguns processos pode ocorrer a perda parcial do antígeno A ou B, como em algumas leucemias.

No soro , parte do plasma onde se concentram anticorpos ( proteínas de defesa), são usados contra o antígeno.

B : no grupo A
A : no grupo B
nenhum : no grupo AB
A, B, AB : no grupo O
- AB : Receptor universal
- O : Doador universal

Transfusões sangüíneas:

Jamais antígenos do doador poderá encontrar com anticorpos do receptor . Se essa lei não for respeitada , ocorre morte instantânea do indivíduo, o sangue aglutina (as hemácias do doador aglutinam (focos de reação de anticorpos e antígenos).
Os anticorpos do doador podem entrar em contato com os antígenos do doador , porque o número de antecessor do doador , no caso e muito baixo .

Sistema Rh:

Quando referimos que o indivíduo é Rh Positivo, quer dizer que o antígeno D está presente. O antígeno D foi o primeiro a ser descoberto nesse sistema, e inicialmente foi considerado como único. Além deste, foram identificados quatro outros antígenos C, E, c, e, pertencentes a este sistema. Após os antígenos A e B (do sistema ABO), o antígeno D é o mais importante na prática transfusional.
Em algumas situações podemos ter uma expressão fraca do antígeno D . Isso pode ocorrer por:

* Variações quantitativas que são transmitidas genéticamente

* Efeito de posição, sendo o mais conhecido o enfraquecimento do antígeno D quando o gen C está na posição trans em relação ao D

* Expressão parcial por ausência de um dos múltiplos componentes do antígeno D

Estes casos são chamados na prática de Rh fraco, e se refere ao que era conhecido anteriormente como Du.

Ao contrário do que ocorre com os antígenos A e B, as pessoas cujos eritrócitos carecem do antígeno D, não tem regularmente o anticorpo correspondente. A produção de anti-D quase sempre é posterior a exposição por transfusão ou gravidez a eritrócitos que possuem o antígeno D. Uma alta proporção de pessoas D-negativas que recebem sangue D-positivo produzem anti-D.

Se encontramos um anticorpo deste sistema podemos concluir que ocorreu uma imunização através de uma transfusão ou de uma gravidez. Qualquer antígeno deste sistema é capaz de provocar a produção de anticorpos, e assim a gerar situações de incompatibilidade.

Aloimunizações contra antígenos E, c, e, C são também observadas em pacientes politransfundidos, mas com uma freqüência inferior.

A maioria dos casos de Doença Hemolítica do Recém-Nascido (DHRN) é devida ao anti-D. A profilaxia por imunoglobulinas anti-D diminuiu o número de aloimunizações maternas contra o antígeno D, mas não contra E, c, e, C

Na rotina, é realizada a tipagem, apenas, para o antígeno D nesse sistema. Os outros antígenos (E, C, c, e), são determinados em situações onde ocorre incompatibilidade, e é necessário obter sangue que não possuam algum desses antígenos.

A produção de anticorpos contra estes antígenos ocorre de forma semelhante a produção de anti-D. A capacidade de provocar a produção de anticorpos destes antígenos varia. Partindo do mais imunogênico, temos D > c > E > C > e.

TRANSFUSÃO

Para efeito de transfusão, é considerado que pacientes Rh positivos podem tomar sangue Rh positivo ou negativo, e que pacientes Rh negativos devem tomar sangue Rh negativo.

Para os pacientes D fraco, existem alguns critérios a serem observados. Se o antígeno D está enfraquecido por interação gênica, estando o mesmo presente integralmente, o paciente poderá tomar Rh positivo ou negativo. Porém nos casos em que o antigeno D está enfraquecido por ausência de um dos componentes, pode ocorrer produção de anticorpos contra o antigeno D na sua forma completa. Como rotineiramente, não identificamos a causa que leva a expressão enfraquecida do antígeno, acostuma-se a dar preferência a usar sangue Rh negativo para os pacientes Rh fraco. (1)

Existem situações clínicas onde é necessário avaliar o risco X benefício, e fazer outras opções. Neste momento é necessário o acompanhamento do hemoterapeuta.

Resumo:

Genótipo

Dd , DD

dd

Fenótipo

Rh +

Rh -


Rh - : não tem nas paredes da hemácia o fator Rh ;
Se um Rh - doar sangue para um Rh+ , ele estará entregando hemácias lisas e nada acontece;
Se um Rh + doar sangue para um Rh -, ele estará entregando uma proteína estranha (fator Rh ), no soro do receptor pode haver anticorpos, assim pode ocorrer a aglutinação do sangue .

Eritroblastose Fetal: (Doença hemolítica do recém - nascido)

A mãe e o feto possuem Rh diferentes. ( mãe - , filho + ).
Nos últimos meses de gravidez , a criança comprime o abdome da mãe . E comum haver contato de sangue materno e sangue fetal .Quando isso ocorre o sistema imunológico e ativado , iniciando a produção de anticorpos . Não acontece nada dessa primeira vez. Mas , no caso de uma segunda gravidez , o sistema imunológico produz anticorpos com mais rapidez e quantidade .O soro da mãe passa para o feto , ocorrendo uma reação nas hemácias : o bebe recebe sangue Rh - , podendo assim ocorrer um aborto . Em caso de nascimento o bebe apresenta problemas hepáticos .
· A mãe fica muito sensibilizada.
· É evitada através de vacinas.

Linkage:

  • Não segue as proporções mendelianas .
  • Genes diferentes localizados no mesmo cromossomo.
  • Diferentes proporções de gametas : Linkage
  • A porcentagem de gametas com crossing over e sempre menor do que cromossomos sem crossing over.

Mapas Genéticos:

Exemplo: 3 genes
Taxa de recombinação entre : a e b : 21%

a

b

c

a e c : 15%
Quanto maior a taxa de recombinação entre os genes , maior a distancia .Quanto mais distantes mais facilmente ocorreram as quebras .
a b isômero cis heterozigoto
A B
A b isômero trans heterozigoto
a B

Cromossomos Sexuais:

2n = 46

23 pares de cromossomos
22 pares autossômicos

1 par sexual


Sexo heterogamético:
Indivíduo que fabrica gametas com cromossomos sexuais diferentes . Entre os mamíferos é o indivíduo masculino , e entre os repteis , o feminino .
Sexo homogamético:
Fabrica gametas com cromossomos sexuais iguais .

INTERAÇÃO GÊNICA

Consiste no processo pelo qual dois ou mais pares de genes, com distribuição independente, condicionam conjuntamente um único caráter.
Ex.: CRISTAS EM GALINHAS:
1) Crista ervilha: EE rr ou Ee rr.
2) Crista Rosa: ee RR ou ee Rr.
3) Crista Noz: EE RR ou EE Rr ou Ee RR ou Ee Rr.
4) Crista Simples: ee rr.

Epistasia

Constitui uma modalidade de interação gênica na qual genes de um par de alelos inibem a manifestação de genes de outros pares. Na epistasia a dominância manifesta-se entre genes não-alelos.
nQuando o gene epistático é dominante em relação ao seu alelo - como o gene I, no caso da coloração da plumagem em galinhas leghorn - a epistasia é chamada dominante. Nos casos em que o gene epistático é recessivo, no seu par de alelos, a epistasia é denominada recessiva.
Ex: Plumagem colorida: CC ii ou Cc ii.
Plumagem branca: CC II ou CC Ii ou Cc II ou Cc Ii ou cc II ou cc Ii ou cc ii.

EPISTASIA RECESSIVA

O Genótipo recessivo de um locus inibe a expressão dos genes do outro par de alelos. Ex: cor da pelagem de camundongos.

Genótipo

Fenótipo

CCBB, CcBb, Ccbb, CCBb

Pêlo preto

Ccbb, Ccbb

Pêlo marrom

ccBB, ccBc, ccbb

Albino (pêlo branco)

 

CcBb

X

CcBb

CB

Cb

cB

cb

CB

CCBB

CCBb

CcBB

CcBb

Cb

CCBb

CCbb

CcBb

ccbb

cB

CcBB

CcBb

ccBB

ccBb

Cb

CcBb

Ccbb

ccBb

ccbb

9 pretos; 3 marrons: 4 albinos

Epistasia Recessiva Duplicada
Ocorre quando qualquer um dos alelos em homozigose recessiva é epistático sobre o gene dominante do outro par. Ex: cor da flor de ervilhas-de-cheiro.

Genótipo

Fenótipo

BBCC, BBCc, BbCc, BbCC

Púrpura

bbCC, bbCc, BBcc, Bbcc, bbcc

Branca

 

BbCc

X

BbCc

BC

Bc

bC

bc

BC

BBCC

BBCc

BbCC

BbCc

Bc

BBCc

BBcc

BbCc

Bbcc

bC

BbCC

BbCC

bbCC

bbCc

Bc

BbCc

Bbcc

bbCc

bbcc

9 Púrpuras: 7 Brancas

Herança Quantitativa

Dois ou mais pares de genes apresentam seus efeitos somados, em relação a um mesmo caráter, de maneira a ocasionar a manifestação de um fenótipo em diferentes intensidades.
Ex.: A coloração da pele humana é condicionada por dois pares de genes que produzem a melanina, pigmento escuro cuja quantidade determina a cor da pele.
NEGROS: AA BB.
MULATOS ESCUROS: AA Bb, Aa BB.
MULATOS MÉDIOS: AA bb, AaBb, aa BB.
MULATOS CLAROS: Aa BB, aa Bb.
BRANCOS: aa bb.

Número de Fenótipos = nº de genes + 1

 

Pleiotropia


É o inverso da interação gênica. Um único par de genes atua na manifestação de vários caracteres.
Ex.:
FENILCETONÚRIA:
A criança afetada é portadora de um par de alelos recessivos, que condicionam um defeito na enzima fenilalanina hidroxilase, responsável pela conversão do aminoácido fenilalanina em tirosina. Em vez do tirosina, forma-se o ácido fenilpirúvico, que se acumula na sistema nervoso, ocasionando deficiência mental.

O aminoácido tirosina participa também da produção de melanina. Por isso, as crianças fenilcetonúricas exibem também pele mais clara do que deveriam ter.

Como se vê, neste caso apenas um par de genes atua em dois caracteres diferentes: cor de pele e capacidade de matabolização da fenilalanina.

Ex: Anemia falciforme

 Mendel


 

Mendel, Gregor Johann.
Até meados do século XIX imaginava-se que, se as formas alternativas de determinado caráter se cruzassem geneticamente, o resultado seria uma combinação de todas elas. Mendel, monge e botânico austríaco de origem tcheca, foi o primeiro a demonstrar que não existe herança por combinação: os caracteres permanecem diferenciados e intatos.
Johann Mendel nasceu em Heinzendorf, Áustria, em 22 de julho de 1822. Freqüentou o ginásio de Troppau e estudou dois anos no Instituto de Filosofia de Ormütz, depois Olomouc, hoje na República Tcheca. Em 1843 entrou para o convento dos agostinianos em Brünn, atual Brno, e na época importante centro cultural. Adotou então o nome de Gregor e passou a estudar teologia e línguas.
Em 1847 ordenou-se e em 1851 foi enviado pelo abade à Universidade de Viena para estudar física, matemática e ciências naturais, disciplinas que três anos depois passou a lecionar em Brünn. Nos jardins do convento, em 1856, Mendel iniciou as experiências com hibridação de ervilhas-de-cheiro. Dez anos de estudo forneceram-lhe dados para criar um sistema de contagem dos híbridos resultantes do cruzamento das plantas e, com base na cor e forma da semente, forma da vagem, altura do caule etc., formulou as leis relativas à hereditariedade

dos caracteres dominantes e recessivos, cerne de toda a teoria cromossômica da hereditariedade, motivo por que Mendel faz jus ao título de fundador da genética.
Para a enunciação de tais leis, Mendel realizou uma série de cruzamentos com ervilhas durante gerações sucessivas e, mediante a observação do predomínio da cor (verde ou amarela), formulou a primeira lei, chamada lei do monoibridismo, segundo a qual existe nos híbridos uma característica dominante e uma recessiva. Cada caráter é condicionado por um par de fatores (genes), que se separam na formação dos gametas. Depois Mendel fez cruzamentos em que havia dois tipos de características: a cor (amarela ou verde), e a forma (lisa ou rugosa) das sementes.
Baseado na premissa segundo a qual a herança da cor era independente da herança da superfície da semente, enunciou sua segunda lei, chamada lei da recombinação ou da segregação independente, pela qual, num cruzamento em que estejam envolvidos dois ou mais caracteres, os fatores que determinam cada um deles se separam de forma independente durante a formação dos gametas e se recombinam ao acaso, para formar todas as recombinações possíveis.
Os resultados dessas pesquisas foram reunidos em Versuche über Pflanzenhybriden (1865; Experiências sobre híbridos das plantas), e Über einige aus künstlicher Befruchtung gewonnene Hieraciumbastarde (1869; Alguns híbridos do Hieracium obtidos por fecundação artificial), ambos apresentados à Sociedade de Ciências Naturais de Brünn. Esses estudos, no entanto, não tiveram repercussão no meio científico, talvez pelo fato de Mendel ter baseado suas conclusões em material estatístico, numa época em que a matemática ainda não era empregada em biologia. O fato é que a obra de Mendel permaneceu ignorada até o início do século XX, quando alguns botânicos, em pesquisas independentes, chegaram a resultados semelhantes e encontraram as publicações da Sociedade de Brünn. Achava-se entre estes o austríaco Erich Tschermak von Seysenegg, que estudou a genética dos vegetais e redescobriu as esquecidas leis de Mendel sobre a disjunção dos híbridos. Nos Países Baixos, outro botânico, Hugo De Vries, propôs uma nova teoria para o crescimento e evolução das plantas, descobriu o fenômeno da mutação e resgatou as leis de Mendel.
Considerada por Jean Rostand "uma obra-prima da experimentação e da lógica, marcando etapa decisiva no estudo da hereditariedade", a obra do religioso botânico exerceu influência definitiva em áreas como fisiologia, bioquímica, medicina, agricultura e até nas ciências sociais. Eleito abade do mosteiro em 1868, Mendel, sem estímulo para continuar suas pesquisas e sobrecarregado com as funções administrativas, abandonou a atividade científica. Morreu no convento de Brünn em 6 de janeiro de 1884.

 Leis de Mendel

Por volta de 1860, Gregor Mendel experimentou diversos cruzamentos entre pés de ervilha da variedade Pisum sativum, que apresentavam diferenças de caracteres facilmente observáveis, como a superfície lisa ou rugosa das sementes e sua cor verde ou amarela. Determinou, em seguida, a proporção de descendentes que herdavam um e outro caráter e acompanhou as modificações dessa proporção ao longo de gerações sucessivas. Desse modo descobriu as três leis que tomaram seu nome e serviram de base para o desenvolvimento posterior da genética.
A primeira lei, conhecida como a da uniformidade, mostra que, quando se cruzam dois indivíduos originários de linhagens puras, os quais apresentam determinado caráter -- por exemplo, cor dos olhos -- diferente um do outro, os descendentes mostram uma homogeneidade na característica estudada e todos herdam o caráter de um dos genitores (fator dominante), enquanto que o do outro aparentemente se perde, ou então apresentam um traço intermediário em relação aos traços de ambos os pais. Neste último caso, diz-se que existe co-dominância.
A segunda lei, a da segregação, demonstra que os fatores hereditários (genes) constituem unidades independentes que passam de uma geração para outra sem sofrer nenhuma alteração. Quando se cruzam entre si os descendentes obtidos do cruzamento entre duas linhagens puras, observa-se que o caráter que não se manifestou -- recessivo -- fica patente na segunda geração, na proporção de um quarto da descendência, enquanto o caráter dominante ocorre em três quartos dos descendentes. Portanto, cada par de genes que determinam certo caráter separa-se no processo de formação das células reprodutoras e os fragmentos resultantes se combinam ao acaso.
O processo fica claro quando é representado num esquema gráfico. Chame-se A o gene dominante e a o recessivo. Os sucessivos cruzamentos darão os seguintes resultados:

Num cruzamento entre descendentes do primeiro, ocorre uma nova transmissão de caracteres:

Por ser dominante, A se manifestará em três quartos dos descendentes (basta que esteja presente um só gene A), enquanto que, para que a se manifeste, o indivíduo deve ser portador de dois genes a, o que reduz substancialmente as possibilidades de que esse caráter apareça.
A segunda lei, a da transmissão independente, dispõe que cada caráter é herdado independentemente dos caracteres restantes. Para chegar a essa conclusão, Mendel cruzou plantas que diferiam em dois caracteres (di-híbridos) e cujo genótipo era, por exemplo, AaBb. Quando se formaram as células reprodutoras, originaram-se quatro tipos distintos: AB, Ab, aB e ab, que se combinaram de todas as formas possíveis com os mesmos tipos do outro indivíduo:

No total, obtêm-se 16 genótipos possíveis, que aparecem no quadro acima. Manifestarão o duplo caráter A e B os seguintes: AABB, AABb, AaBB, AaBb, AAbB, AabB, aABB, aABb e aAbB, num total de nove genótipos. O caráter dominante A com o recessivo b está em três indivíduos: AAbb, Aabb e aAbB; o recessivo a e o dominante B em outros três: aaBB, aaBb e aabB; e os recessivos a e b só aparecem em um, o aabb. A proporção é, portanto, 9/3/3/1.
As leis de Mendel cumprem-se em todos os seres vivos dotados de reprodução sexuada e nos quais se formam células reprodutoras especiais. Em muitos casos, porém, as proporções previstas segundo essas leis não ocorrem, em virtude da intervenção de uma série de fatores que mascaram os resultados previstos. Assim, muitos caracteres não dependem apenas de um par de genes, mas de dois ou mais, de forma que, para que o caráter se torne patente e o produto final se elabore, é necessário que todos os genes funcionem normalmente. Se algum deles sofrer alteração, a proporção será afetada.
Muitas vezes, certos caracteres não se transmitem de forma independente porque os genes que os codificam estão próximos um do outro num mesmo cromossomo, no que se denomina grupo de ligação. Dessa forma, por exemplo, se em estudos genéticos realizados em espécimes da mosca-do-vinagre os alelos codificadores de caracteres como "corpo negro" ou "asa curva" se encontrarem localizados no mesmo par de cromossomos homólogos, caberia esperar que um espécime de corpo negro apresentasse sempre asas curvas. Tal fenômeno, no entanto, não se produz, por força do chamado crossing-over ou sobrecruzamento.
O crossing-over ocorre no processo de divisão celular ou meiose quando dois fragmentos cromossômicos (cromátides), cada um pertencente a um membro do mesmo par de cromossomos, unem-se momentaneamente para mais tarde se romperem e permutarem fragmentos. Nos casos em que se registram crossing-over, duas cromátides com genes AB e ab passam a apresentar uma dotação genética da forma Ab e aB. Em geral, esse tipo de inter-relação constitui o que se denomina recombinação genética

 
            1a Lei de Mendel : (Monoibrídismo) Cada caráter e condicionado por dois fatores . Eles se separam na formação dos gametas, indo apenas um fator por gameta . (Lei da segregação de genes).
Observações de Mendel :
- P ( parentais ) : primeiros cruzamentos ;
- F1 : filhos do cruzamento parental .
Conclusões :
- Cada característica e determinada por 2 gens ;
- A primeira lei de Mendel e uma confirmação da meiose ;
- A utilização da mesma letra ( LL e ll ) e justificado por serem genes alelos ;  
 
A segunda Lei de Mendel : ( Diibridismo) Os genes para dois ou mais caracteres são transmitidos aos   gametas de forma totalmente independente , um em relação ao outro. A segunda lei também e conhecida como lei de segregação independente .
            Uma fórmula , onde e fácil descobrir quantos tipos de gametas são possíveis é 2n  , onde n representa numero de heterozigotos do genótipo . Essa formula só indica o numero , para sabermos os tipos é usado o sistema de chaves .
            Por não ser pratico a Segunda lei de Mendel pode ter seu uso substituído por noções de probabilidade .
Condição: as características tem que estar em cromossomos diferentes , se ocorrer o contrario ( dois caracteres estarem no mesmo cromossomo é um caso de Linkage ).
A meiose e a 2ª lei de Mendel :  A segregação independente postulada por Mendel só e valida para o caso em que os genes estejam localizados em cromossomos diferentes .

 Vamos analisar o cruzamento de ervilhas amarelas  com ervilhas verdes rugosas:

VVRR

Amarelo liso

X

vvrr

Verde rugoso

F1:

VvRr

 

Suponha que os indivíduos de F1 sofram autofecundação, temos:

VvRr

X

VvRr

G:      VR  Vr vR vr

 

VR  Vr vR vr

Para obter F2 poderemos fazer o seguinte quadro:

Quadro

 

VR

Vr

vR

vr

VR

VVRR

VVRr

VvRR

VvRr

Vr

VVRr

VVrr

VvRr

VvRr

vR

VvRR

VvRr

vvRR

vvRr

vr

VvRr

Vvrr

vvRr

vvrr

Examinando-se os dezesseis quadradinhos, podemos ver como se originou a proporção 9:3:3:1.

 Exercicio genética das populações

 

 

GENÉTICA


Parte I: 1ª Lei de Mendel

1)  Em urtigas o caráter denteado das folhas domina o caráter liso.  Numa experiência de polinização cruzada, foi obtido o seguinte resultado: 89 denteadas e 29 lisas.  A provável fórmula genética dos cruzantes é:

 

a) Dd x dd

b) DD x dd

c) Dd x Dd

d) DD x Dd

e) DD x DD

 

2)  Se um rato cinzento heterozigótico for cruzado com uma fêmea do mesmo genótipo e com ela tiver dezesseis descendentes, a proporção mais provável para os genótipos destes últimos deverá ser:

 

a) 4 Cc : 8 Cc : 4 cc             

b) 4 CC : 8 Cc : 4 cc

c) 4 Cc : 8 cc : 4 CC

d) 4 cc : 8 CC : 4 Cc

e) 4 CC : 8 cc : 4 Cc

 

3)  De um cruzamento de boninas, obteve-se uma linhagem constituída de 50 % de indivíduos com flores róseas e 50 % com flores vermelhas.  Qual a provável fórmula genética dos parentais?

 

a) VV x BB

b) VB x VB

c) VB x VV

d) VB x BB

e) BB x BB

 

4)  (PUCSP-83) Em relação à anomalia gênica autossômica recessiva albinismo, qual será a proporção de espermatozóides que conterá o gene A em um homem heterozigoto?

 

a) 1/2

b) 1/4

e) 1

c) 1/8

d) 1/3

e) 1

 

5)  (UFC-CE-83) Olhos castanhos são dominantes sobre os olhos azuis.  Um homem de olhos castanhos, filho de pai de olhos castanhos e mãe de olhos azuis, casa-se com uma mulher de olhos azuis.  A probabilidade de que tenham um filho de olhos azuis é de:

 

a) 25%

b) 50%

c) 0%

d) 100%

e) 75%

 

6) (FEEQ-CE-79) O heredograma representado abaixo refere-se a uma família com casos de albinismo (anomalia que se caracteriza por total ausência do pigmento melanina na pele).

 
   
 
 


                                            1            2

 

                  3              4           5             6      7

 

                                                      8

 

                Baseando-se na genealogia, podemos afirmar:

 

a) O albinismo é um caráter dominante, sendo os indivíduos albinos todos homozigotos.

b) O albinismo é um caráter dominante, sendo os indivíduos albinos todos heterozigotos.

c) O albinismo é um caráter recessivo, sendo os indivíduos de números 2 e 6 ( no gráfico ) heterozigotos.

d) O albinismo é um caráter recessivo, sendo os indivíduos normais todos heterozigotos.

e) O albinismo é um caráter dominante porque o indivíduo de número 4 é albino e filho de pais normais.

 

7)  (UFPR-83) Um retrocruzamento sempre significa:

 

a) cruzamento entre dois heterozigotos obtidos em F1.

b) cruzamento entre um heterozigoto obtido em F1 e o indivíduo dominante da geração P.

c) cruzamento de qualquer indivíduo de F2 com qualquer indivíduo de F1.

d) cruzamento entre um heterozigoto de F1 e o indivíduo recessivo da geração P.

e) cruzamento de dois indivíduos de F2.

 

8)  Podemos dizer que o fenótipo de um indivíduo é dado por suas características:

 

a) unicamente morfológicas.

b) morfológicas e fisiológicas apenas.

c) estruturais, funcionais e comportamentais.

d) herdáveis e não herdáveis.

e) hereditárias

 

9)  (Fac. Objetivo-SP) Em camundongos o genótipo aa é cinza; Aa é amarelo e AA morre no início do desenvolvimento embrionário.  Que descendência se espera do cruzamento entre um macho amarelo com uma fêmea amarela?

 

a) 1/2 amarelos e 1/2 cinzentos

b) 2/3 amarelos e 1/3 cinzentos

c) 3/4 amarelos e 1/4 cinzentos

d) 2/3 amarelos e 1/3 amarelos

e) apenas amarelos

 

10)  A 1ª lei de Mendel considera que:

 

a) os gametas são produzidos por um processo de divisão chamado meiose.

b) na mitose, os pares de fatores segregam-se independentemente.

c) os gametas são puros, ou seja, apresentam apenas um componente de cada par de fatores considerado.

d) o gene recessivo se manifesta unicamente em homozigose.

e) a determinação do sexo se dá no momento da fecundação.

 

11) Um homem de aspecto exterior normal, casado com uma mulher normal, tem 11 filhos, todos normais.  O seu irmão gêmeo, univitelino, tem 6 filhos normais e dois albinos.  Qual o genótipo dos dois irmãos e das duas mulheres?

 

a)  irmãos (Aa), 1ª mulher (AA) e 2ª mulher (Aa ou aa)

b)  irmãos (AA e Aa), 1ª mulher (Aa) e 2ª mulher (Aa ou aa)

c)   irmãos (AA), 1ª mulher (AA) e 2ª mulher (Aa ou aa)

d)  irmãos (AA), 1ª mulher (AA ou Aa) e 2ª mulher (Aa)

e)  irmãos (Aa), 1ª mulher (Aa) e 2ª mulher (AA)

 

12) Quando o heterozigoto apresenta um fenótipo intermediário entre os dois homozigotos, dizemos que houve:

 

a) mutação reversa

b) não-dominância ou co-dominância

c) recessividade

d) dominância

e) polialelia

 

13) Identifique entre as características mencionadas abaixo aquela que não é hereditária.

 

a) cor dos cabelos.

b) conformação dos olhos, nariz e boca.

c) cor dos olhos.

d) deformidade física acidental.

e) hemofilia.

 

14) (UFPA) Usando seus conhecimentos de probabilidade, Mendel chegou às seguintes conclusões, com exceção de uma delas. Indique-a:

 

a) Há fatores definidos (mais tarde chamados genes) que determinam as características hereditárias.

b) Uma planta possui dois alelos para cada caráter os quais podem ser iguais ou diferentes.

c) Os alelos se distribuem nos gametas sem se modificarem e com igual probabilidade.

d) Na fecundação, a união dos gametas se dá ao acaso, podendo-se prever as proporções dos vários tipos de descendentes.

e) Os fatores (genes) responsáveis pela herança dos caracteres estão localizados no interior do núcleo, em estruturas chamadas cromossomos.

 

15) O albinismo, a ausência total de pigmento é devido a um gene recessivo. Um homem e uma mulher planejam se casar e desejam saber qual a probabilidade de terem um filho albino. O que você lhes diria se ( a ) embora ambos tenham pigmentação normal, cada um tem um genitor albino;  ( b ) o homem é um albino, a  mulher  é normal  mas o pai dela é albino;   ( c ) o homem é albino e na família da mulher não há albinos por muitas gerações. As respostas para estas três questões, na seqüência em que foram pedidas, são:

 

a) 50%; 50%; 100%

b) 25%; 50%; 0%

c) 100%; 50%; 0%

d) 0%; 25%; 100%

e) 25%; 100%; 10%

 

16) (UFBA) No heredograma a seguir, os símbolos em preto representam indivíduos afetados pela polidactilia e os símbolos em branco, indivíduos normais. Conclui-se, desse heredograma, que, em relação à polidactilia:

 
   
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


a) os indivíduos afetados sempre são homozigotos.

b) os indivíduos normais sempre são heterozigotos.

c) os indivíduos heterozigotos são apenas de um dos dois sexos.

d) pais normais originam indivíduos homozigotos recessivos.

e) pais normais originam individuos heterozigotos.

 

17) (PUC-SP) A determinação da cor do caju (vermelha ou amarela) é devida a um par de genes alelos. O gene dominante determina cor vermelha. Um cajueiro proveniente de semente heterozigota deverá produzir:

 

a) cajus vermelhos, vermelho-amarelados e amarelos, na proporção de 1:2:1.

b) cajus vermelhos e amarelos, na proporção de 3:1.

c) cajus vermelhos e amarelos, na proporção de 1:1.

d) apenas cajus amarelos.

e) apenas cajus vermelhos.

 

18) (F. OBJETIVO-SP-83) A genealogia anexa refere-se a uma família com casos de alcaptonúria, anomalia provocada por um gene recessivo.

 
   
 
 


                                         1              2

 

 

 

                       3              4                  5            6

 

 

 

 

                                     7                     8         9       10

 

Nesta genelalogia os genótipos que não podem ser determinados são os dos indivíduos:

 

a) 1, 2 e 5

b) 1, 3 e 6

c) 3, 5 e 6

d) 3, 8 e 10

e) 7, 8 e 10

 

19) (FUCMT-MS-83) Nos coelhos, a cor preta dos pêlos é dominante em relação à cor branca. Cruzaram-se coelhos pretos heterozigotos entre si e nasceram 360 filhotes. Destes, o número de heterozigotos provavelmente é:

 

a) zero

b) 90

c) 180

d) 270

e) 360

 

20) No monohibridismo com dominância intermediária (semidominância ou co-dominância), as proporções genotípicas e fenotípicas, em F2 , serão, respectivamente:

 

a) 3:1  e  1:2:1

b) 3:1  e  3:1

c) 1:2:1  e  3:1

d) 1:2:1  e  1:2:1

e) 1:3:1  e  3:2

 

21) (UECE) Um grupo de coelhos de mesmo genótipo foi mantido junto em uma gaiola e produziu 27 animais de coloração escura para 9 de coloração clara. Admitindo-se para C o gene dominante e c para o gene recessivo, qual o genótipo dos animais, respectivamente para machos e fêmeas?

 

a) CC x cc

b) Cc x CC

c) cc x cc

d) CC x CC

e) Cc x Cc

 

22) (UFSCAR) Que é fenótipo?

 

a) É o conjunto de características decorrentes da ação do ambiente.

b) Influi no genótipo, transmitindo a este as suas características.

c) É o conjunto de características decorrentes da ação do genótipo.

d) É o conjunto de características de um indivíduo.

e) É o conjunto de caracteres exteriores de um indivíduo.

 

23) (FUVEST-SP) Dois genes alelos atuam na determinação da cor das sementes de uma planta: A, dominante, determina a cor púrpura e a, recessivo, determina a cor amarela. A tabela abaixo apresenta resultados de vários cruzamentos feitos com diversas linhagens dessa planta:

 

CRUZAMENTO

RESULTADO

I x aa

100% púrpura

II x aa

50% púrpura; 50% amarela

III x aa

100% amarela

IV x Aa

75% púrpura; 25% amarela

 

Apresentam genótipo Aa as linhagens:

 

a) I e II                    b) II e III                  c) II e IV

d) I e IV                  e) III e IV

 

24) (MED. SANTO AMARO) Do primeiro cruzamento de um casal de ratos de cauda média nasceram dois ratinhos de cauda média e um ratinho de cauda longa. Foram então feitas várias suposições a respeito da transmissão da herança desse caráter. Assinale a que lhe parecer mais correta.

 

a) Cauda média é dominante sobre cauda longa.

b) Ambos os pais são homozigotos.

c) Ambos os pais são heterozigotos.

d) Cauda longa é dominante sobre cauda média.

e) As suposições a e c são aceitáveis.

 

Parte II: Alelos Múltiplos

 

1) (SANTA CASA) Admita que em abelhas a cor dos olhos é condicionada geneti­camente por uma série alélica constituída por 5 genes, sendo o alelo selvagem (marrom) dominante sobre os demais (pérola, neve, creme e amarelo). Uma rainha, de olho marrom, porém heterozigota para pérola, produziu 500 ovos e foi insemi­nada por espermatozóides que portavam em iguais proporções os cinco alelos.  Toda a descendência tem a mesma oportunidade de sobrevivência, porém a fertilização ocorreu em 30% dos ovos somente.

                Qual o número esperado de machos que terão cor de olho marrom?

 

a) 75

b) 150

c)  175

d)  220

e)  250

 

2) (FUVEST-SP)  Considerando-se um locus gênico que apresente três tipos de alelos alternativos (alelos múltiplos), quantos tipos diferentes de genótipos podem ocorrer numa população diplóide?

 

a) 3

b) 6

c) 8

d) 9

e) 12

 

3) Qual é a  prole  de  um  coelho  selvagem  heterozigoto  para himalaia com uma fêmea chinchila heterozigota para albina?      

 

a) selvagem 50% - chinchila 25% - albino 25%

b) selvagem, chinchila, himalaia e albino - 25% cada

c) selvagem 50% - chinchila 25% - himalaia 25%

d) selvagem 25% - chinchila 50% - himalaia 25%

e) Nenhum dos itens é correto.

 

4) (UFPA-PA) Os grupos sanguíneos ABO representam um exemplo de:

 

a) herança poligênica

b) polimeria

c) pseudo-alelismo

d) interação gênica

e) alelos múltiplos

 

5) Se um macho aguti, filho de um aguti com um himalaio (ambos homozigotos), cruzar com uma fêmea chinchila (cchca), produzirá coelhos com todos os fenótipos a seguir, exceto:

 

a) aguti.

b) himalaio.

c) chinchila.

d) albino.

e) himalaio e albino.

 

Parte III: Grupos Sangüíneos

 

1) (MED. ITAJUBÁ) Num banco de sangue foram selecionados os seguintes doadores: grupo AB - 5; grupo A - 8; grupo B - 3; grupo O - 12. O primeiro pedido de doação partiu de um hospital que tinha dois pacientes nas seguintes condições:

 Paciente I: possui ambos os tipos de aglutininas no plasma.

 Paciente II: possui apenas um tipo de antígeno nas hemáceas e aglutinina b no plasma.

    Quantos doadores estavam disponíveis para os pacientes I e II, respectivamente?

 

a) 5 e 11

b) 12 e 12

c) 8 e 3

d) 12 e 20

e) 28 e 11

 

2) (UFPA)  Uma mulher recebeu uma transfusão sangüínea. Seu primeiro filho nasce com eritroblastose fetal.  Classifique, quanto ao grupo sangüíneo Rh , a mulher,  seu marido, a criança e o sangue que a mulher recebeu na transfusão:

 

a)  Rh-, Rh+, Rh-, Rh-

b)  Rh-, Rh+, Rh+, Rh+

c)  Rh-, Rh+, Rh-, Rh+

d)  Rh-, Rh-, Rh+, Rh-

e)  Rh+, Rh-, Rh-, Rh+

 

3) (PUCC-SP) Mariazinha, criança abandonada, foi adotada por um casal.  Um ano mais tarde, Antônio e Joana, dizendo serem seus verdadeiros pais, vêm reclamar a filha.  No intuito de comprovar a veracidade dos fatos, foi exigido um exame do tipo sangüíneo dos supostos pais, bem como de Mariazinha.  Os resultados foram: 

 

Antônio  B, Rh+; Joana  A, Rh-;  Mariazinha  O, Rh-.

 

Você concluiria que:

a)  Mariazinha pode ser filha de Joana, mas não de Antônio.

b) Mariazinha não é filha do casal.

c) Mariazinha é filha do casal.

d) Existe a possibilidade de Mariazinha ser filha do casal, mas não se pode afirmar.

e) Mariazinha pode ser filha de Antônio, mas não de Joana.

 

4) (FATEC-SP) Um casal em que ambos  os  cônjuges  possuem  tipo  sanguíneo AB quer saber

 

    I- quais os possíveis tipos sanguíneos dos seus filhos e

   II- qual a probabilidade de terem uma criança do sexo feminino, com sangue tipo AB.

 

    Assinale a alternativa que corresponde corretamente  às  duas perguntas acima.

 

           I                                    II

a) A, B e AB                           1/3

b) A e B                                  1/4

c) A, B e AB                           1/4

d) A e B                                  1/2

e) A, B e AB                           1/2

 

5) (F.C.Chagas-BA) O pai de uma criança do grupo sanguíneo  A  e Rh+, cuja mãe é B e Rh-, poderia ser:

 

a) AB e Rh+

b) AB e Rh-

c) B e Rh+

d) A e Rh-

e) O e Rh+

 

6) (FEI-SP) Para que ocorra a  possibilidade  da  eritroblastose fetal (doença hemolítica do recém-nascido) é preciso que o  pai, a mãe e o filho tenham respectivamente, os tipos sanguíneos:    

 

a) Rh+, Rh-, Rh+

b) Rh+, Rh-, Rh-

c) Rh+, Rh+, Rh+

d) Rh+, Rh+, Rh-

e) Rh-, Rh+, Rh+

 

7) (UFPA-PA) Os grupos sanguíneos ABO representam um exemplo de:

 

a) herança poligênica

b) polimeria

c) pseudo-alelismo

d) interação gênica

e) alelos múltiplos

 

8) (FUCMT-MS) O avô paterno de uma mulher pertence ao grupo sangüíneo AB e todos os outros avós são do grupo O. Qual é a probabilidade de esta mulher ser do grupo AB?

 

a) nula

b) 25%

c) 50%

d) 75%

e) 100%

 

9) (MED.ABC) Considere as duas situações seguintes:

 

I — O sangue de uma macaco do gênero Rhesus (indivíduo 1) foi injetado em uma cobaia (indivíduo 2). Uma hora depois, dela foi extraída certa quantidade de sangue, cujo soro foi removido. Ocorreu hemólise nas hemácias quando se misturou parte desse soro com o soro de um indivíduo (3) da espécie humana.

 

II — Uma mulher (indivíduo 4) teve um filho (indivíduo 5), que nasceu fortemente anêmico devido à incidência de eritroblastose fetal.

 

Dentre os indivíduos acima citados, somente possuem o mesmo tipo de antígeno das reações antígeno-anticorpo envolvidas nas situações I e II:

 

a) 1, 3 e 4.

b) 1, 3 e 5.

c) 2, 3 e 5.

d) 2 e 4.

e) 3 e 5.

 

Parte IV: Probabilidade

 

1) (UnB-DF) Se a família Silva tiver 5 filhos e a família Oliveira tiver 4, qual a probabilidade de que todos os filhos dos Silva sejam meninas e todos os dos Oliveira sejam meninos?

 

a) 1/325

b) 1/512

c) 1/682

d) 1/921

e) 1/1754

 

2) (FEEQ-CE) A capacidade de sentir o gosto de uma substância amarga chamada feniltiocarbamida (PTC) deve-se a um gene dominante. A probabilidade de um casal (sensível a essa substância e heterozigótico) ter um filho do sexo feminino e sensível ao PTC é:

 

a) 1/4

b) 1/8

c) 3/4

d) 3/8

e) 1/5

 

3) (OSEC-SP). Quando dois indivíduos que manifestam um caráter dominante têm um primeiro filho que manifesta o caráter recessivo, a probabilidade de um segundo filho ser igual ao primeiro é:

 

a) 3/4

b) 1/2

c) 1/4

d) 1/8

e) 1/16

 

4) (UFRR-RR) Do cruzamento entre dois indivíduos portadores do genótipo AaBBCcDd, qual a probabilidade de ocorrência numa F1 de indivíduos com o genótipo AABBccDd?

 

a) 1/85                    d) 6/95

b) 3/54                    e) 1/64

c) 1/32

 

 

5) (UFJF-MG) Um homem de pele com pigmentação normal e olhos castanhos casa-se com uma mulher de fenótipo igual ao seu. Sabendo-se que o casal já tem um filho albino de olhos azuis, qual a probabilidade de num próximo nascimento este casal vir a ter uma filha de olhos azuis e com a pigmentação da pele normal?

 

a) 2/16

b) 4/32

c) 6/16

d) 3/32

e) 7/16

 

6) (UGF-RJ) Certo tipo de miopia é um caráter condicionado por um gene recessivo m. A adontia hereditária é determinada por um gene dominante D. Um homem com adontia e visão normal casa-se com uma mulher míope e com dentes, tendo o casal um filho míope e com dentes. Se o casal tiver mais um filho, qual a probabilidade de ele ser homem e normal para ambos os caracteres?

 

a) 1/8

b) 1/4

c) 1/16

d) 1/32

e) 0%

 

7) (UFES-ES) Um determinado indivíduo possui o genótipo Aa. Qual a chance de o gene A ser transmitido para um bisneto seu?

 

a) 50%

b) 3,125%

c) 1/4

d) 3/4

e) 12,5%

 

8) (FOS-SP) A polidactilia (presença de mais de 5 dedos em cada membro) é condicionada por um gene dominante P. Se um homem com polidactilia, filho de mãe normal, casa-se com uma mulher normal, qual a probabilidade que têm de que em sucessivas gestações venham a ter 6 filhos com polidactilia?

 

a) 1/16

b) 1/32

c) 1/64

d) 1/128

e) 1/256

 

9) (F. Objetivo-SP). Qual a probabilidade de um casal de olhos castanhos em que ambos os cônjuges são heterozigotos ter 3 filhas de olhos castanhos e 2 filhos de olhos azuis?

 

a) 27/164

b) 3/8

c) 64/126

d) 270/32768

e) 0%

 

10) (F. Objetivo-SP). Se consideramos que, no problema anterior, o casal deseja que as 3 filhas de olhos castanhos nasçam em primeiro lugar e seguidamente e, só depois, nasçam os filhos de olhos azuis, como ficaria, então, a probabilidade?

 

a) 2,7/164

b) 15/40

c) 640/1260

d) 27/32768

e) 5%

 

11) (UNIRIO-RJ) Um homem destro, heterozigoto para este caráter, que não possui a capacidade de enrolar a língua, casa-se com uma mulher canhota, com a capacidade de enrolar a língua, heterozigota para o último caráter. Qual a probabilidade de o casal mencionado vir a ter uma filha homozigota para ambos os caracteres?

 

a) 1/2                      d) 1/8

b) 1/6                      e) 1/10

c) 1/4

 

12) (FEI-SP). Um casal de olhos castanhos (dominante) tem 4 filhos de olhos azuis (recessivo). Pergunta-se:

 

    A) Qual é a probabilidade de o 5º ter também olhos azuis?

    B) Qual é a probabilidade de que ele tenha olhos castanhos?

 

A             B

a)            1/2           3/4

b)            3/4           1/4

c)            1/4           3/4

d)            1/2           1/2

e)            1/3           2/3

 

13) (UECE-CE). Numa familia com 9 filhas, a probabilidade de o décimo filho ser homem é:

 

a) 50%

b) 70%

c) 80%

d) 90%

e) 25%

 

14) (Londrina) A representa o gene dominante para determinado caráter e a é seu alelo recessivo. Em quatro cruzamentos entre um indivíduo Aa e um indivíduo aa, os descendentes foram Aa. A probabilidade de, no quinto cruzamento, o descendente ser aa é:

 

a) nula

b) 20%

c) 25%

d) 50%

e) 100%

 

(UG-MG) As questões 15 e 16 referem-se a um heredograma que representa a ocorrência de uma anomalia numa família.

 

15) A probabilidade de nascer uma menina afetada do cruzamento de 3 com 11 é:

 

a) 0,00

b) 0,25

c) 0,50

d) 0,75

e) 1,00

 

16) Pelos dados fornecidos, não se podem determinar os genótipos dos indivíduos:

 

a) 5, 9, 15.

b) 8, 9, 13.

c) 8, 11,16.

d) 9, 13, 15.

e) 13, 14, 16.

 

17) (Univ. Mogi da Cruzes) No homem, o albinismo é condicionado por um  gene autossômico recessivo, a.  Pais normais que têm um filho albino desejam saber:

 

                Qual a probabilidade de terem outro filho mas com pigmentação normal da pele?

 

a) 1/2

b) 1/4

c) 3/4

d) 1/3

e) 2/3

 

18) (FGV-SP) Na espécie humana, um determinado caráter é causado por um gene autossômico recessivo. A probabilidade de um homem híbrido produzir espermatozóides contendo o gene recessivo é de:

 

a) 25 %

b) 30 %

c) 50 %.

d) 75 %

e) 100 %

 

19) (UNESP) Em organismos diplóides sexuados, cada par de cromossomos é formado por um cromossomo de origem paterna e um de origem materna. Qual a probabilidade de os espermatozóides conterem apenas os cromossomos de origem materna, em um organismo com quatro pares de cromossomos?

 

a) 1/2

b) 1/4

c) 1/8

d) 1/16

e) 1/32

 

20) (MED.SANTOS) A queratose (anomalia da pele) é devido a um gene dominante Q. Uma mulher com queratose, cujo pai era normal, casa-se com um homem com queratose, cuja mãe era normal.  Se esse casal tiver quatro filhos a probabilidade de todos eles apresentarem queratose é de:

 

a) 15,6%

b) 24,6%

c) 12,5%

d) 31,6%

e) 28,1%

 

Parte V: 2ª Lei de Mendel

 

1)  Uma planta que produz fruto vermelho e biloculado foi cruzada com outra de fruto amarelo e multiloculado, resultando 160 descendentes, assim distribuídos:

 

                41 de frutos vermelhos biloculados

                39 de frutos vermelhos multiloculados

                38 de frutos amarelos biloculados

                42 de frutos amarelos multiloculados.

 

Quais os fenótipos e genótipos dos tipos parentais?

 

a) fruto vermelho biloculado =  AaMm; fruto amarelo multiloculado =  aamm

b) fruto vermelho biloculado = AAMm; fruto amarelo multiloculado =  aaMM

c) fruto vermelho biloculado = aamm; fruto amarelo multiloculado =  AAMM

d) fruto vermelho biloculado = AaMM; fruto amarelo multiloculado = aamm

e) fruto vermelho biloculado = AaMm; fruto amarelo multiloculado =  Aamm

 

2) (ACAFE-SC)  De acordo com as leis de Mendel, indivíduos com genótipo:

 

a) AaBb produzem gametas A, B, a e b.

b) AaBB produzem gametas AB e aB.

c) Aa produzem gametas AA, Aa e aa.

d) AA produzem gametas AA.

e) AABB produzem dois tipos de gametas.

 

3)  (UFPA)  Na Drosophila melanogaster, a cor do corpo ébano é produzida por um gene recessivo (e) e o corpo de cor cinza, pelo seu alelo (E).  A asa vestigial é produzida por um gene recessivo (v) e o tamanho normal da asa é determinado pelo seu alelo (V).  Se moscas diíbridas são cruzadas entre si e produzem 256 indivíduos, quantas moscas desta progênie apresentarão o mesmo genótipo dos pais?

 

a) 144

b) 128

c) 64

d) 8

e) 16

 

4) (U.F.SE-SE) A proporção fenotípica encontrada na descendência do  cruzamento entre indivíduos heterozigotos  para dois caracteres com dominância completa é:

 

a) 3:1

b) 1:2:1

c) 9:4:3

d) 9:7

e) 9:3:3:1

 

5) (FEI-SP) Em Drosophila melanogaster, asa vestigial  (curta) e corpo ébano (preto) são características determinadas por  dois pares de gens recessivos v e e, respectivamente. Asa longa e corpo cinzento são características determinadas pelos gens dominantes V e F. Do cruzamento entre parentais surgiu, em F1, 25% de indivíduos de asa longa e corpo cinzento. O genótipo provável dos pais será:

 

a) VvEe  X  VvEe                   d) VvEe  X  vvee

b) VVEE  X  vvee                   e) VvEe  X  VVEE

c) vvee  X  vvee

 

6) (F.C.Chagas-BA) Sendo Aa, Bb e Cc três pares de gens com segregação independente, quantos tipos de gametas poderão ser formados por um indivíduo AA Bb Cc?

 

a) 3

b) 4

c) 6

d) 8

e) 12

 

7) Da autofecundação de uma planta heterozigota para dois pares de alelos independentes e com dominância completa em cada par, foram obtidos 192 descendentes. É esperado que nessa descendência devam existir aproximadamente:

 

a) 16 tipos diferentes de genótipos.

b) apenas indivíduos heterozigóticos.

c) 48 indivíduos homozigóticos para dois pares de genes.

d) 188 indivíduos heterozigóticos.

e) 144 indivíduos heterozigóticos para os dois pares de genes.

 

8) (FUVEST-SP) Um indivíduo heterozigoto quanto a dois pares de genes localizados em diferentes pares de cromossomos formará:

 

a) dois tipos de gameta na proporção 1:1.

b) dois tipos de gameta na proporção 3:1.

c) três tipos de gameta na proporção 1:2:1.

d) quatro tipos de gameta na proporção 1:1:1:1.

e) quatro tipos de gameta na proporção 9:3:3:1.

 

9) (FUVEST-SP) Em Drosophila melanogaster os alelos recessivos dumpy e ebony estão em cromossomos não homólogos. Do cruzamento entre indivíduos duplamente heterozigotos, a proporção de indivíduos que apresentam ao mesmo tempo os fenótipos dumpy e ebony é:

 

a) 1/2.

b) 1/4.

c) 1/8.

d) 1/16.

e) 1/32.

 

Parte VI: Interação Gênica

 

1) (FUND. LUSÍADAS-SP) Todos os filhos de um casal são mulatos médios.  Provavelmente esse casal é constituído por:

 

a) dois mulatos médios.

b) um mulato médio e um negro puro.

c) um mulato médio e um branco puro

d) um negro puro e um branco puro.

e) um mulato claro e um escuro.

 

2) (FATEC-SP)  Pares de genes, com segregação independente, podem agir, conjuntamente, na determinação de uma mesma característica fenotípica.  Este fenômemo é conhecido como:

 

a) interação gênica.

b) epistasia

c) herança quantitativa

d) poligenia

e) dominância completa.

 

3) (ACAFE-SC) Os fenótipos para a forma dos frutos da abóbora podem ser: discóide, esférica  ou alongada.

   A forma discóide dos frutos da abóbora é condicionada pelo genótipo A_B_; a forma alongada por aabb.  Do cruzamento de abóboras discóides, ambas heterozigotas, espera-se que nasçam:

 

a) somente abóboras discóides.

b) 50% AaBb e 50% aabb.

c) abóboras discóides, esféricas e alongadas.

d) 75% A_B_ e 25% a_B_.

e) somente abóboras discóides heterozigotas.

 

4) (UNIMEP-SP) Sabe-se que, de uma maneira geral, cada par de genes alelos determina uma única característica, porém há casos onde um mesmo par de genes, sob determinadas condições ambientais, determina dois ou mais caracteres.  Este fenômeno é conhecido como:

 

a) epistasia.

b) genes aditivos.

c) interação gênica.

d) pleiotropia.

e) genes quantitativos.

 

5) (UNIFOR-CE) Na moranga, a cor dos frutos deve-se às seguintes combinações de genes:

 

              B_aa = amarelo                   B_A_ = branco

               bbA_ = branco                     bbaa = verde

 

Estas informações permitem concluir que o gene:

 

a) A é epistático sobre seu alelo.

b) B é epistático sobre A e sobre a.

c) a é hipostático em relação a A.

d) b é hipostático em relação a B.

e) A é epistático sobre B e sobre b.

 

6) (CESGRANRIO-RJ)  Supondo-se que a cor da pele humana seja condicionada por apenas dois pares de genes autossômicos (A e B) dominantes, qual a probabilidade de um casal de mulatos médios, ambos com genótipo AaBb,  ter um filho branco?

 

a) 1/16

b) 4/16

c) 5/16

d) 6/16

e) 8/16

 

7) (STA.CASA-SP) Admita que em certos animais de laboratório o gene A condicione cor preta de pelagem e seja dominante sobre o seu alelo a, que condiciona a cor marrom. O gene E não alelo de A, e localizado em diferente autossomo, condiciona cor branca de pelagem, em homozigose ou heterozigose, tendo pois efeito epistático sobre os genes A e a.

                Um animal preto, filho de pais brancos, é retrocruzado com sua mãe e tem 20 descendentes com as três cores de pelagem citadas. Quantos devem ser brancos?

 

a)  2

b)  8

c) 10

d)  4

e)  5

 

Parte VII: Herança Sexual

 

1) (FASP) No diagrama abaixo está representado o casamento entre um homem normal e uma mulher normal, filha de um homem hemofílico .

 
   
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 


                Sabendo-se que a hemofilia é uma doença determinada por um gene recessivo e ligado ao sexo, deste casamento poderão nascer crianças hemofílicas na proporção de :

 

a) 0 %

b) 25%

c) 50%

d) 75 %

e) 100%

 

2) (UFBA) Em gatos, a determinação da cor do pêlo é um caso de herança ligada ao cromossomo X. Assim, o pêlo malhado, que é a manifestação de um genótipo heterozigoto em ausência de dominância, só é encontrado normalmente nas fêmeas . 0 aparecimento excepcional de machos malhados é explicado a partir da seguinte constituição sexual cromossômica:

 

a) XY

b) XX

c) XXY

d) XYY

e) XXX

 

3) (Fuvest-SP) 0 daltonismo é de herança recessiva ligada ao X. Uma mulher de visão normal, cujo pai é daltônico, casou-se com um homem de visão normal. A probabilidade de crianças daltônicas na prole dessa mulher é de :

 

a) 1 /4 dos meninos .

b) 1/4 das meninas.

c) 1/2 dos meninos.

d) 1/8 das crianças.

e) 1/2 dos meninos e 1/2 das meninas.

 

4) (UnB-DF) 0 daltonismo é um caráter ligado ao sexo. 0 cromossomo X transporta um gene recessivo para o daltonismo, não havendo alelo correspondente no cromossomo Y. Isto explica porque:

 

a) existem muito mais homens daltônicos que mulheres daltônicas .

b) existem muito mais mulheres daltônicas que homens daltônicos.

c) o número de homens e mulheres daltônicas é aproximadamente o mesmo .

d) o daltonismo depende do fenótipo racial.

e) o daltonismo, embora de caráter genético, é influenciado pelo meio ambiente

 

5) (UFPA) A hipertricose na orelha é condicionada por um gen localizado na parte não homóloga do cromossomo Y (gen holândrico). Um homem, cujo avô paterno tinha hipertricose, casa-se com mulher normal e sem hipertricose na família. Esse casal tem descendentes com os seguintes fenótipos:

 

a) Todas as mulheres são portadoras e todos os homens apresentam hipertricose.

b) Todas as mulheres são normais e todos os homens apresentam hipertricose.

c) 50% das mulheres e dos homens apresentam hipertricose.

d) 100% das mulheres são normais, enquanto 25% dos homens apresentam hipertricose.

e) Toda a descendência de ambos os sexos é normal.

 

6) (UFBA) A análise do heredograma a seguir permite supor que a característica apresentada pelos indivíduos é:

 

 

 
   
 
 

 

 

 

 

 

 


a) ligada ao cromossomo X.

b) ligada ao cromossomo Y.

c) autossômica dominante.

d) autossômica recessiva.

e) letal na primeira infância.

 

7) (UFBA) No heredograma a seguir, os indivíduos representados por símbolos pretos são afetados pela surdo-mudez. Da análise do heredograma, conclui-se que a surdo-mudez é uma característica hereditária:

 

 
   
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 


a) letal em homozigose.

b) recessiva e autossômica.

c) dominante e autossômica.

d) dominante e ligada ao cromossomo Y .

e) recessiva e ligada ao cromossomo X.

 

8) (UFPA) A calvície é determinada por um gene autossômico cuja dominância é influenciada pelo sexo, comportando-se como dominante no homem e como recessivo na mulher. Simbolizando-se o gene que causa a calvície por C e o seu alelo selvagem por c, indique o genótipo dos indivíduos ( 1 ), (2), (4) e (5) da genealogia abaixo, na qual estes genes estão segregados.

 
   
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


a) Cc, CC, CC, Cc

b) Cc, cc, cc, Cc

c) CC, cc,cc, Cc

d) CC, Cc, Cc, Cc

e) Cc, CC, CC, cc

 

9) (CESGRANRIO-RJ) Do casamento de homem normal com mulher normal nasceram: um menino daltônico com sangue tipo A; um menino normal com sangue tipo 0; uma menina normal com sangue tipo B; uma menina normal com sangue tipo 0 e um menino daltônico com sangue tipo AB. Isso leva-nos a concluir que:

 

a) 0 pai e a mãe possuem o gene para daltonismo; o pai tem sangue tipo A e a mãe sangue tipo B ou vice-versa.

b) A mãe possui o gene para daltonismo, o pai não possui esse gene; o pai tem sangue A e a mãe sangue tipo B ou vice-versa.

c) A mãe possui o gene para daltonismo, o pai não possui esse gene; o pai tem sangue tipo AB e a mãe sangue tipo 0 ou vice-versa.

d) 0 pai possui o gene para daltonismo, a mãe não possui esse gene; o pai e a mãe têm sangue tipo AB.

e) A mãe possui o gene para daltonismo, o pai não possui esse gene; o pai tem sangue tipo AB e a mãe sangue tipo A ou vice-versa.

 

10) (PUC-SP) A hemoflia é caráter ligado ao sexo. Um homem hemofílico é casado com uma mulher normal, cujo pai era hemofílico. Qual a probabilidade do primeiro filho do casal ser menino e hemofílico?

 

a) 1/2                      d) 1/16

b) 1/4                      e) 1/32

c) 1/8

 

11) (PUC-RS) Num casamento em que o homem é de visão normal para as cores e sua esposa é também normal, porém filha de um homem daltônico, os filhos poderão ser:

 

a) todas as filhas normais e os filhos daltônicos .

b) todos os filhos normais e as filhas daltônicas.

c) filhas normais, filhas portadoras, filhos normais e filhos daltônicos .

d) filhas portadoras e filhos normais, apenas.

e) filhos portadores e filhas daltônicas.

 

12) (PUC-SP) 0 cruzamento de uma drosófila de olho vermelho, heterozigota, com um macho de olho branco, sabendo-se que esse caráter obedece ao mecanismo da herança ligada ao sexo, deve dar:

 

a) todos os descendentes machos de olho vermelho, porque eles não recebem o cromossomo X do pai.

b) descendentes machos de olho vermelho e olho branco, porque 50% deles recebem o cromossomo X do pai, que tem olho branco, e 50% o X da mãe, que tem olho vermelho.

c) todos os descendentes femininos de olho branco, porque as fêmeas recebem o cromossomo X do pai, que tem olho branco.

d) 50% dos descendentes femininos de olhos vermelhos e 50% de olhos brancos, porque a fêmea é heterozigota e o macho é portador do gene recessivo.

e) tanto machos quanto fêmeas 50% de olhos vermelhos e 50% de olhos brancos, porque se trata do cruzamento de um heterozigoto com um birrecessivo.

 

13) (PUC-SP) Um casal normal para a visão das cores e para a coagulação tem uma filha normal e um filho daltnico e hemofílico.

Sendo os dois caracteres recessivos e ligados ao sexo, pode-se afirmar corretamente que:

 

a) tanto o pai quanto a mãe são portadores dos dois genes recessivos .

b) apenas o pai é portador dos sois gens recessivos.

c) apenas a mãe é portadora dos dois genes recessivos.

d) o pai é portador do gene para daltonismo e a mãe é portadora do  gen para hemofilia.

e) o pai é portador do gene para hemofilia e a mãe é portadora do  gen para daltonismo.

 

14) (VUNESP-SP) Em Drosophila o gene W (dominante) determina a cor vermelha do olho e seu alelo w (recessivo) determina a cor branca. Esses genes são levados no cromossomo sexual X.

                Assinale o cruzamento que permite separar os machos e fêmeas pela coloração dos olhos:

 

a) Xw Xw cruzada com XW Y

b) XW Xw cruzada com Xw Y

c) XW XW cruzada com Xw Y

d) XW XW cruzada com XW Y

e) os cruzamentos a e b

 

15) (FUVEST-SP) 0 gene recessivo h está localizado no cromossomo X e é o responsável pela hemofilia na espécie humana. Com base nessas informações e nas contidas na árvore genealógica abaixo, responda a seguinte pergunta: se a mulher 4 casar com um homem normal e seu primeiro filho for um menino hemofílico, qual é a probabilidade de que o próximo filho homem desse casal venha a ser hemofílico?

 

 

 

 

 

 

 

 


a) 3/4                      d) 1/4

b) 1/3                      e) 1/8

c) 1/2

 

16) (UFBA) Uma característica recessiva determinada por gene ligado ao cromossomo X condiciona que:

 

a) as fêmeas tenham maior probabilidade de serem afetadas.

b) os machos tenham maior probabilidade de serem afetados.

c) apenas as fêmeas transmitam o gene.

d) apenas os machos transmitam o gene.

e) os machos só transmitam o gene aos descendentes machos .

 

17) Uma mulher com síndrome de Turner é cromatina negativa (sem corpúsculo de Barr) e daltônica. Sabe-se que é filha de pai daltônico e mãe normal, homozigótica para a visão das cores. 0 responsável pelo gameta cromossomicamente anormal foi:

 

a) o pai, pois ele é daltônico e deu-lhe o cromossomo X.

b) a mãe, pois ela é normal e homozigótica.

c) o pai, pois ele deu-Ihe o cromossomo Y.

d) a mãe, pois ela deu-lhe o cromossomo X.

e) o pai ou a mãe, pois ambos apresentam, no gameta, o cromossomo X.

 

18) (FUVEST-SP) Um gene recessivo localizado no cromossomo X é transmitido pelas mulheres heterozigotas a:

 

a) metade de suas crianças

b) apenas suas crianças de sexo masculino

c) apenas suas crianças de sexo feminno

d) 1/4 de suas crianças

e) todas as suas crianças

 

19) (FGV-SP) Uma mulher de visão normal, filha de pai daltônico e de mãe normal, filha de pai daltônico e de mãe normal, casou-se com um homem de visão também normal.  A probabilidade de o menino que nasceu desse casamento ser daltônico é:

 

a) 1/4

b) 1/2

c) 1/3

d) 1/8

e) 1/16

 

Parte VIII: Linkage e Mapas genéticos

 

1) (F.C.Chagas-SP) Os gens a e b encontram-se num mesmo cromossoma, sendo a distância entre eles de 17 unidades. A frequência de gametas AB formados por um indivíduo AB/ab é  de:

 

a) 8,5%

b) 17%

c) 34%

d) 41,5%

e) 83%

 

2) No milho grão colorido I  dominante sobre grão incolor  i e grão liso R‚ dominante sobre grão rugoso r.  Os  dois pares de genes estão em linkage.  Plantas de  semente  colorida  lisa foram cruzadas com plantas de sementes  incolores  rugosas.  A F1, toda de sementes coloridas e lisas, foi retrocruzada com  plantas de semente incolor e rugosa produzindo:

 

285 plantas com sementes coloridas lisas

        10 plantas com sementes coloridas rugosas

     297 plantas com sementes incolores rugosas

   8 plantas com sementes incolores lisas

 

A taxa de crossing entre I e R é:

 

a) 3%

b) 6%

c) 48,5%

d) 0,7%

e) 1,5%

 

3) (CESGRANRIO) Consideremos dois pares de genes CD/cd durante a meiose.  Supondo-se que ocorre crossing entre eles numa freqüência de 16%, os gametas formados serão:

 

a)  25% CD, 25% cd, 25% Cd, 25% cD.

b)  42% CD, 42% cd, 16% Cd, 16% cD.

c)  42% CD, 42% cd, 8% Cd,   8% cD.

d)  50% CD, 50% cd.

e)  84% CD, 84% cd, 16% Cd, 16% cD.

 

4) (OMEC-SP) Cruzando-se um heterozigoto para dois pares de genes AaBb com um duplo recessivo aabb, obteve-se:

 

43 % - indivíduos AaBb

43 % - indivíduos aabb

7% - indivíduos Aabb

7% - indivíduos aaBb

 

                Tratando-se, evidentemente, de um caso de ligação fatorial, pode-se dizer que :

 

a) o heterozigoto é Ab/aB e a distância entre os dois genes é de 7 unidades.

b) o heterozigoto é AB/aB e a distância entre os dois genes é de 7 unidades.

c) o heterozigoto é Ab/aB e a distância entre os dois genes é de 14 unidades.

d) o heterozigoto é AB/ab e a distância entre os dois genes é de 14 unidades.

e) não se pode saber a constituição do heterozigoto, mas a distância entre os dois genes é de 14 unidades.

 

5) (FEI-SP) Qual a seqüência mais provável dos genes A, B, C, D, localizados no mesmo cromossomo, apresentando as seguintes freqüências de recombinação: 

 

AB - 17%      CD - 30%      AC - 5%       AD - 35%      BD - 18%

 

a) A - B - C - D

b) A - C - B - D

c) A - B - D -C

d) C - A - B - D

e)  C - A - D - B


6) (UNESP-SP) Se em um mapa genético a distância entre os loci A e B é de 16 morganídeos, qual a frequência relativa dos gametas AB, Ab, aB, ab, produzidos pelo genótipo AB/ab?

 

 

AB

Ab

aB

ab

a)

36%

14%

14%

36%

b)

34%

16%

16%

34%

c)

42%

8%

8%

42%

d)

8%

42%

42%

8%

e)

44%

6%

6%

44%

 

 


 


 

GABARITO

 

 

Parte I – 1ª Lei de Mendel

 

 

 

 

 

 

 

1-     C

2-     B

3-     C

4-     A

5-     B

6-     C

7-     D

8-     C

9-     B

10-   C

11-   A

12-   B

13-   D

14-   E

15-   B

16-   D

17-   E

18-   D

19-   C

20-   D

21-   E

22-   C

23-   C

24-   E

 

 

 

 

 

 

 

Parte II – Alelos Múltiplos

 

 

 

 

 

 

 

1-     C

2-     B

3-     C

4-     E

5-     D

 

 

 

 

 

 

Parte III – Grupos Sangüíneos

 

 

 

 

 

 

 

1-     D

2-     B

3-     D

4-     C

5-     A

6-     A

7-     E

8-     A

9-     B

 

 

Parte IV - Probabilidade

 

 

 

 

 

 

 

1-     B

2-     D

3-     C

4-     C

5-     D

6-     A

7-     E

8-     C

9-     D

10-   D

11-   D

12-   C

13-   A

14-   D

15-   B

16-   E

17-   C

18-   C

19-   D

20-   D

 

Parte V – 2ª Lei de Mendel

 

 

 

 

 

 

 

1-     A

2-     B

3-     C

4-     E

5-     D

6-     B

7-     C

8-     D

9-     D

 

 

Parte VI – Interação Gênica

 

 

 

 

 

 

 

1-     D

2-     A

3-     C

4-     D

5-     E

6-     A

7-     C

 

 

 

 

Parte VII – Herança Sexual

 

 

 

 

 

 

 

1-     B

2-     C

3-     C

4-     A

5-     B

6-     B

7-     B

8-     A

9-     B

10-   B

11-   C

12-   D

13-   C

14-   A

15-   C

16-   B

17-   B

18-   A

19-   A

 

 

Parte VIII – Linkage e Mapas genéticos

 

 

 

 

 

 

1-     D

2-     A

3-     C

4-     D

5-     B

6-     C

 

 

 

 

 

 

 

Exercicio genética

 

 

 

GENÉTICA


 

Parte I: 1ª Lei de Mendel

 

1)  Em urtigas o caráter denteado das folhas domina o caráter liso.  Numa experiência de polinização cruzada, foi obtido o seguinte resultado: 89 denteadas e 29 lisas.  A provável fórmula genética dos cruzantes é:

 

a) Dd x dd

b) DD x dd

c) Dd x Dd

d) DD x Dd

e) DD x DD

 

2)  Se um rato cinzento heterozigótico for cruzado com uma fêmea do mesmo genótipo e com ela tiver dezesseis descendentes, a proporção mais provável para os genótipos destes últimos deverá ser:

 

a) 4 Cc : 8 Cc : 4 cc             

b) 4 CC : 8 Cc : 4 cc

c) 4 Cc : 8 cc : 4 CC

d) 4 cc : 8 CC : 4 Cc

e) 4 CC : 8 cc : 4 Cc

 

3)  De um cruzamento de boninas, obteve-se uma linhagem constituída de 50 % de indivíduos com flores róseas e 50 % com flores vermelhas.  Qual a provável fórmula genética dos parentais?

 

a) VV x BB

b) VB x VB

c) VB x VV

d) VB x BB

e) BB x BB

 

4)  (PUCSP-83) Em relação à anomalia gênica autossômica recessiva albinismo, qual será a proporção de espermatozóides que conterá o gene A em um homem heterozigoto?

 

a) 1/2

b) 1/4

e) 1

c) 1/8

d) 1/3

e) 1

 

5)  (UFC-CE-83) Olhos castanhos são dominantes sobre os olhos azuis.  Um homem de olhos castanhos, filho de pai de olhos castanhos e mãe de olhos azuis, casa-se com uma mulher de olhos azuis.  A probabilidade de que tenham um filho de olhos azuis é de:

 

a) 25%

b) 50%

c) 0%

d) 100%

e) 75%

 

6) (FEEQ-CE-79) O heredograma representado abaixo refere-se a uma família com casos de albinismo (anomalia que se caracteriza por total ausência do pigmento melanina na pele).

 
   
 
 


                                            1            2

 

                  3              4           5             6      7

 

                                                      8

 

                Baseando-se na genealogia, podemos afirmar:

 

a) O albinismo é um caráter dominante, sendo os indivíduos albinos todos homozigotos.

b) O albinismo é um caráter dominante, sendo os indivíduos albinos todos heterozigotos.

c) O albinismo é um caráter recessivo, sendo os indivíduos de números 2 e 6 ( no gráfico ) heterozigotos.

d) O albinismo é um caráter recessivo, sendo os indivíduos normais todos heterozigotos.

e) O albinismo é um caráter dominante porque o indivíduo de número 4 é albino e filho de pais normais.

 

7)  (UFPR-83) Um retrocruzamento sempre significa:

 

a) cruzamento entre dois heterozigotos obtidos em F1.

b) cruzamento entre um heterozigoto obtido em F1 e o indivíduo dominante da geração P.

c) cruzamento de qualquer indivíduo de F2 com qualquer indivíduo de F1.

d) cruzamento entre um heterozigoto de F1 e o indivíduo recessivo da geração P.

e) cruzamento de dois indivíduos de F2.

 

8)  Podemos dizer que o fenótipo de um indivíduo é dado por suas características:

 

a) unicamente morfológicas.

b) morfológicas e fisiológicas apenas.

c) estruturais, funcionais e comportamentais.

d) herdáveis e não herdáveis.

e) hereditárias

 

9)  (Fac. Objetivo-SP) Em camundongos o genótipo aa é cinza; Aa é amarelo e AA morre no início do desenvolvimento embrionário.  Que descendência se espera do cruzamento entre um macho amarelo com uma fêmea amarela?

 

a) 1/2 amarelos e 1/2 cinzentos

b) 2/3 amarelos e 1/3 cinzentos

c) 3/4 amarelos e 1/4 cinzentos

d) 2/3 amarelos e 1/3 amarelos

e) apenas amarelos

 

10)  A 1ª lei de Mendel considera que:

 

a) os gametas são produzidos por um processo de divisão chamado meiose.

b) na mitose, os pares de fatores segregam-se independentemente.

c) os gametas são puros, ou seja, apresentam apenas um componente de cada par de fatores considerado.

d) o gene recessivo se manifesta unicamente em homozigose.

e) a determinação do sexo se dá no momento da fecundação.

 

11) Um homem de aspecto exterior normal, casado com uma mulher normal, tem 11 filhos, todos normais.  O seu irmão gêmeo, univitelino, tem 6 filhos normais e dois albinos.  Qual o genótipo dos dois irmãos e das duas mulheres?

 

a)  irmãos (Aa), 1ª mulher (AA) e 2ª mulher (Aa ou aa)

b)  irmãos (AA e Aa), 1ª mulher (Aa) e 2ª mulher (Aa ou aa)

c)   irmãos (AA), 1ª mulher (AA) e 2ª mulher (Aa ou aa)

d)  irmãos (AA), 1ª mulher (AA ou Aa) e 2ª mulher (Aa)

e)  irmãos (Aa), 1ª mulher (Aa) e 2ª mulher (AA)

 

12) Quando o heterozigoto apresenta um fenótipo intermediário entre os dois homozigotos, dizemos que houve:

 

a) mutação reversa

b) não-dominância ou co-dominância

c) recessividade

d) dominância

e) polialelia

 

13) Identifique entre as características mencionadas abaixo aquela que não é hereditária.

 

a) cor dos cabelos.

b) conformação dos olhos, nariz e boca.

c) cor dos olhos.

d) deformidade física acidental.

e) hemofilia.

 

14) (UFPA) Usando seus conhecimentos de probabilidade, Mendel chegou às seguintes conclusões, com exceção de uma delas. Indique-a:

 

a) Há fatores definidos (mais tarde chamados genes) que determinam as características hereditárias.

b) Uma planta possui dois alelos para cada caráter os quais podem ser iguais ou diferentes.

c) Os alelos se distribuem nos gametas sem se modificarem e com igual probabilidade.

d) Na fecundação, a união dos gametas se dá ao acaso, podendo-se prever as proporções dos vários tipos de descendentes.

e) Os fatores (genes) responsáveis pela herança dos caracteres estão localizados no interior do núcleo, em estruturas chamadas cromossomos.

 

15) O albinismo, a ausência total de pigmento é devido a um gene recessivo. Um homem e uma mulher planejam se casar e desejam saber qual a probabilidade de terem um filho albino. O que você lhes diria se ( a ) embora ambos tenham pigmentação normal, cada um tem um genitor albino;  ( b ) o homem é um albino, a  mulher  é normal  mas o pai dela é albino;   ( c ) o homem é albino e na família da mulher não há albinos por muitas gerações. As respostas para estas três questões, na seqüência em que foram pedidas, são:

 

a) 50%; 50%; 100%

b) 25%; 50%; 0%

c) 100%; 50%; 0%

d) 0%; 25%; 100%

e) 25%; 100%; 10%

 

16) (UFBA) No heredograma a seguir, os símbolos em preto representam indivíduos afetados pela polidactilia e os símbolos em branco, indivíduos normais. Conclui-se, desse heredograma, que, em relação à polidactilia:

 
   
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


a) os indivíduos afetados sempre são homozigotos.

b) os indivíduos normais sempre são heterozigotos.

c) os indivíduos heterozigotos são apenas de um dos dois sexos.

d) pais normais originam indivíduos homozigotos recessivos.

e) pais normais originam individuos heterozigotos.

 

17) (PUC-SP) A determinação da cor do caju (vermelha ou amarela) é devida a um par de genes alelos. O gene dominante determina cor vermelha. Um cajueiro proveniente de semente heterozigota deverá produzir:

 

a) cajus vermelhos, vermelho-amarelados e amarelos, na proporção de 1:2:1.

b) cajus vermelhos e amarelos, na proporção de 3:1.

c) cajus vermelhos e amarelos, na proporção de 1:1.

d) apenas cajus amarelos.

e) apenas cajus vermelhos.

 

18) (F. OBJETIVO-SP-83) A genealogia anexa refere-se a uma família com casos de alcaptonúria, anomalia provocada por um gene recessivo.

 
   
 
 


                                         1              2

 

 

 

                       3              4                  5            6

 

 

 

 

                                     7                     8         9       10

 

Nesta genelalogia os genótipos que não podem ser determinados são os dos indivíduos:

 

a) 1, 2 e 5

b) 1, 3 e 6

c) 3, 5 e 6

d) 3, 8 e 10

e) 7, 8 e 10

 

19) (FUCMT-MS-83) Nos coelhos, a cor preta dos pêlos é dominante em relação à cor branca. Cruzaram-se coelhos pretos heterozigotos entre si e nasceram 360 filhotes. Destes, o número de heterozigotos provavelmente é:

 

a) zero

b) 90

c) 180

d) 270

e) 360

 

20) No monohibridismo com dominância intermediária (semidominância ou co-dominância), as proporções genotípicas e fenotípicas, em F2 , serão, respectivamente:

 

a) 3:1  e  1:2:1

b) 3:1  e  3:1

c) 1:2:1  e  3:1

d) 1:2:1  e  1:2:1

e) 1:3:1  e  3:2

 

21) (UECE) Um grupo de coelhos de mesmo genótipo foi mantido junto em uma gaiola e produziu 27 animais de coloração escura para 9 de coloração clara. Admitindo-se para C o gene dominante e c para o gene recessivo, qual o genótipo dos animais, respectivamente para machos e fêmeas?

 

a) CC x cc

b) Cc x CC

c) cc x cc

d) CC x CC

e) Cc x Cc

 

22) (UFSCAR) Que é fenótipo?

 

a) É o conjunto de características decorrentes da ação do ambiente.

b) Influi no genótipo, transmitindo a este as suas características.

c) É o conjunto de características decorrentes da ação do genótipo.

d) É o conjunto de características de um indivíduo.

e) É o conjunto de caracteres exteriores de um indivíduo.

 

23) (FUVEST-SP) Dois genes alelos atuam na determinação da cor das sementes de uma planta: A, dominante, determina a cor púrpura e a, recessivo, determina a cor amarela. A tabela abaixo apresenta resultados de vários cruzamentos feitos com diversas linhagens dessa planta:

 

CRUZAMENTO

RESULTADO

I x aa

100% púrpura

II x aa

50% púrpura; 50% amarela

III x aa

100% amarela

IV x Aa

75% púrpura; 25% amarela

 

Apresentam genótipo Aa as linhagens:

 

a) I e II                    b) II e III                  c) II e IV

d) I e IV                  e) III e IV

 

24) (MED. SANTO AMARO) Do primeiro cruzamento de um casal de ratos de cauda média nasceram dois ratinhos de cauda média e um ratinho de cauda longa. Foram então feitas várias suposições a respeito da transmissão da herança desse caráter. Assinale a que lhe parecer mais correta.

 

a) Cauda média é dominante sobre cauda longa.

b) Ambos os pais são homozigotos.

c) Ambos os pais são heterozigotos.

d) Cauda longa é dominante sobre cauda média.

e) As suposições a e c são aceitáveis.

 

Parte II: Alelos Múltiplos

 

1) (SANTA CASA) Admita que em abelhas a cor dos olhos é condicionada geneti­camente por uma série alélica constituída por 5 genes, sendo o alelo selvagem (marrom) dominante sobre os demais (pérola, neve, creme e amarelo). Uma rainha, de olho marrom, porém heterozigota para pérola, produziu 500 ovos e foi insemi­nada por espermatozóides que portavam em iguais proporções os cinco alelos.  Toda a descendência tem a mesma oportunidade de sobrevivência, porém a fertilização ocorreu em 30% dos ovos somente.

                Qual o número esperado de machos que terão cor de olho marrom?

 

a) 75

b) 150

c)  175

d)  220

e)  250

 

2) (FUVEST-SP)  Considerando-se um locus gênico que apresente três tipos de alelos alternativos (alelos múltiplos), quantos tipos diferentes de genótipos podem ocorrer numa população diplóide?

 

a) 3

b) 6

c) 8

d) 9

e) 12

 

3) Qual é a  prole  de  um  coelho  selvagem  heterozigoto  para himalaia com uma fêmea chinchila heterozigota para albina?      

 

a) selvagem 50% - chinchila 25% - albino 25%

b) selvagem, chinchila, himalaia e albino - 25% cada

c) selvagem 50% - chinchila 25% - himalaia 25%

d) selvagem 25% - chinchila 50% - himalaia 25%

e) Nenhum dos itens é correto.

 

4) (UFPA-PA) Os grupos sanguíneos ABO representam um exemplo de:

 

a) herança poligênica

b) polimeria

c) pseudo-alelismo

d) interação gênica

e) alelos múltiplos

 

5) Se um macho aguti, filho de um aguti com um himalaio (ambos homozigotos), cruzar com uma fêmea chinchila (cchca), produzirá coelhos com todos os fenótipos a seguir, exceto:

 

a) aguti.

b) himalaio.

c) chinchila.

d) albino.

e) himalaio e albino.

 

Parte III: Grupos Sangüíneos

 

1) (MED. ITAJUBÁ) Num banco de sangue foram selecionados os seguintes doadores: grupo AB - 5; grupo A - 8; grupo B - 3; grupo O - 12. O primeiro pedido de doação partiu de um hospital que tinha dois pacientes nas seguintes condições:

 Paciente I: possui ambos os tipos de aglutininas no plasma.

 Paciente II: possui apenas um tipo de antígeno nas hemáceas e aglutinina b no plasma.

    Quantos doadores estavam disponíveis para os pacientes I e II, respectivamente?

 

a) 5 e 11

b) 12 e 12

c) 8 e 3

d) 12 e 20

e) 28 e 11

 

2) (UFPA)  Uma mulher recebeu uma transfusão sangüínea. Seu primeiro filho nasce com eritroblastose fetal.  Classifique, quanto ao grupo sangüíneo Rh , a mulher,  seu marido, a criança e o sangue que a mulher recebeu na transfusão:

 

a)  Rh-, Rh+, Rh-, Rh-

b)  Rh-, Rh+, Rh+, Rh+

c)  Rh-, Rh+, Rh-, Rh+

d)  Rh-, Rh-, Rh+, Rh-

e)  Rh+, Rh-, Rh-, Rh+

 

3) (PUCC-SP) Mariazinha, criança abandonada, foi adotada por um casal.  Um ano mais tarde, Antônio e Joana, dizendo serem seus verdadeiros pais, vêm reclamar a filha.  No intuito de comprovar a veracidade dos fatos, foi exigido um exame do tipo sangüíneo dos supostos pais, bem como de Mariazinha.  Os resultados foram: 

 

Antônio  B, Rh+; Joana  A, Rh-;  Mariazinha  O, Rh-.

 

Você concluiria que:

a)  Mariazinha pode ser filha de Joana, mas não de Antônio.

b) Mariazinha não é filha do casal.

c) Mariazinha é filha do casal.

d) Existe a possibilidade de Mariazinha ser filha do casal, mas não se pode afirmar.

e) Mariazinha pode ser filha de Antônio, mas não de Joana.

 

4) (FATEC-SP) Um casal em que ambos  os  cônjuges  possuem  tipo  sanguíneo AB quer saber

 

    I- quais os possíveis tipos sanguíneos dos seus filhos e

   II- qual a probabilidade de terem uma criança do sexo feminino, com sangue tipo AB.

 

    Assinale a alternativa que corresponde corretamente  às  duas perguntas acima.

 

           I                                    II

a) A, B e AB                           1/3

b) A e B                                  1/4

c) A, B e AB                           1/4

d) A e B                                  1/2

e) A, B e AB                           1/2

 

5) (F.C.Chagas-BA) O pai de uma criança do grupo sanguíneo  A  e Rh+, cuja mãe é B e Rh-, poderia ser:

 

a) AB e Rh+

b) AB e Rh-

c) B e Rh+

d) A e Rh-

e) O e Rh+

 

6) (FEI-SP) Para que ocorra a  possibilidade  da  eritroblastose fetal (doença hemolítica do recém-nascido) é preciso que o  pai, a mãe e o filho tenham respectivamente, os tipos sanguíneos:    

 

a) Rh+, Rh-, Rh+

b) Rh+, Rh-, Rh-

c) Rh+, Rh+, Rh+

d) Rh+, Rh+, Rh-

e) Rh-, Rh+, Rh+

 

7) (UFPA-PA) Os grupos sanguíneos ABO representam um exemplo de:

 

a) herança poligênica

b) polimeria

c) pseudo-alelismo

d) interação gênica

e) alelos múltiplos

 

8) (FUCMT-MS) O avô paterno de uma mulher pertence ao grupo sangüíneo AB e todos os outros avós são do grupo O. Qual é a probabilidade de esta mulher ser do grupo AB?

 

a) nula

b) 25%

c) 50%

d) 75%

e) 100%

 

9) (MED.ABC) Considere as duas situações seguintes:

 

I — O sangue de uma macaco do gênero Rhesus (indivíduo 1) foi injetado em uma cobaia (indivíduo 2). Uma hora depois, dela foi extraída certa quantidade de sangue, cujo soro foi removido. Ocorreu hemólise nas hemácias quando se misturou parte desse soro com o soro de um indivíduo (3) da espécie humana.

 

II — Uma mulher (indivíduo 4) teve um filho (indivíduo 5), que nasceu fortemente anêmico devido à incidência de eritroblastose fetal.

 

Dentre os indivíduos acima citados, somente possuem o mesmo tipo de antígeno das reações antígeno-anticorpo envolvidas nas situações I e II:

 

a) 1, 3 e 4.

b) 1, 3 e 5.

c) 2, 3 e 5.

d) 2 e 4.

e) 3 e 5.

 

Parte IV: Probabilidade

 

1) (UnB-DF) Se a família Silva tiver 5 filhos e a família Oliveira tiver 4, qual a probabilidade de que todos os filhos dos Silva sejam meninas e todos os dos Oliveira sejam meninos?

 

a) 1/325

b) 1/512

c) 1/682

d) 1/921

e) 1/1754

 

2) (FEEQ-CE) A capacidade de sentir o gosto de uma substância amarga chamada feniltiocarbamida (PTC) deve-se a um gene dominante. A probabilidade de um casal (sensível a essa substância e heterozigótico) ter um filho do sexo feminino e sensível ao PTC é:

 

a) 1/4

b) 1/8

c) 3/4

d) 3/8

e) 1/5

 

3) (OSEC-SP). Quando dois indivíduos que manifestam um caráter dominante têm um primeiro filho que manifesta o caráter recessivo, a probabilidade de um segundo filho ser igual ao primeiro é:

 

a) 3/4

b) 1/2

c) 1/4

d) 1/8

e) 1/16

 

4) (UFRR-RR) Do cruzamento entre dois indivíduos portadores do genótipo AaBBCcDd, qual a probabilidade de ocorrência numa F1 de indivíduos com o genótipo AABBccDd?

 

a) 1/85                    d) 6/95

b) 3/54                    e) 1/64

c) 1/32

 

 

5) (UFJF-MG) Um homem de pele com pigmentação normal e olhos castanhos casa-se com uma mulher de fenótipo igual ao seu. Sabendo-se que o casal já tem um filho albino de olhos azuis, qual a probabilidade de num próximo nascimento este casal vir a ter uma filha de olhos azuis e com a pigmentação da pele normal?

 

a) 2/16

b) 4/32

c) 6/16

d) 3/32

e) 7/16

 

6) (UGF-RJ) Certo tipo de miopia é um caráter condicionado por um gene recessivo m. A adontia hereditária é determinada por um gene dominante D. Um homem com adontia e visão normal casa-se com uma mulher míope e com dentes, tendo o casal um filho míope e com dentes. Se o casal tiver mais um filho, qual a probabilidade de ele ser homem e normal para ambos os caracteres?

 

a) 1/8

b) 1/4

c) 1/16

d) 1/32

e) 0%

 

7) (UFES-ES) Um determinado indivíduo possui o genótipo Aa. Qual a chance de o gene A ser transmitido para um bisneto seu?

 

a) 50%

b) 3,125%

c) 1/4

d) 3/4

e) 12,5%

 

8) (FOS-SP) A polidactilia (presença de mais de 5 dedos em cada membro) é condicionada por um gene dominante P. Se um homem com polidactilia, filho de mãe normal, casa-se com uma mulher normal, qual a probabilidade que têm de que em sucessivas gestações venham a ter 6 filhos com polidactilia?

 

a) 1/16

b) 1/32

c) 1/64

d) 1/128

e) 1/256

 

9) (F. Objetivo-SP). Qual a probabilidade de um casal de olhos castanhos em que ambos os cônjuges são heterozigotos ter 3 filhas de olhos castanhos e 2 filhos de olhos azuis?

 

a) 27/164

b) 3/8

c) 64/126

d) 270/32768

e) 0%

 

10) (F. Objetivo-SP). Se consideramos que, no problema anterior, o casal deseja que as 3 filhas de olhos castanhos nasçam em primeiro lugar e seguidamente e, só depois, nasçam os filhos de olhos azuis, como ficaria, então, a probabilidade?

 

a) 2,7/164

b) 15/40

c) 640/1260

d) 27/32768

e) 5%

 

11) (UNIRIO-RJ) Um homem destro, heterozigoto para este caráter, que não possui a capacidade de enrolar a língua, casa-se com uma mulher canhota, com a capacidade de enrolar a língua, heterozigota para o último caráter. Qual a probabilidade de o casal mencionado vir a ter uma filha homozigota para ambos os caracteres?

 

a) 1/2                      d) 1/8

b) 1/6                      e) 1/10

c) 1/4

 

12) (FEI-SP). Um casal de olhos castanhos (dominante) tem 4 filhos de olhos azuis (recessivo). Pergunta-se:

 

    A) Qual é a probabilidade de o 5º ter também olhos azuis?

    B) Qual é a probabilidade de que ele tenha olhos castanhos?

 

A             B

a)            1/2           3/4

b)            3/4           1/4

c)            1/4           3/4

d)            1/2           1/2

e)            1/3           2/3

 

13) (UECE-CE). Numa familia com 9 filhas, a probabilidade de o décimo filho ser homem é:

 

a) 50%

b) 70%

c) 80%

d) 90%

e) 25%

 

14) (Londrina) A representa o gene dominante para determinado caráter e a é seu alelo recessivo. Em quatro cruzamentos entre um indivíduo Aa e um indivíduo aa, os descendentes foram Aa. A probabilidade de, no quinto cruzamento, o descendente ser aa é:

 

a) nula

b) 20%

c) 25%

d) 50%

e) 100%

 

(UG-MG) As questões 15 e 16 referem-se a um heredograma que representa a ocorrência de uma anomalia numa família.

 

15) A probabilidade de nascer uma menina afetada do cruzamento de 3 com 11 é:

 

a) 0,00

b) 0,25

c) 0,50

d) 0,75

e) 1,00

 

16) Pelos dados fornecidos, não se podem determinar os genótipos dos indivíduos:

 

a) 5, 9, 15.

b) 8, 9, 13.

c) 8, 11,16.

d) 9, 13, 15.

e) 13, 14, 16.

 

17) (Univ. Mogi da Cruzes) No homem, o albinismo é condicionado por um  gene autossômico recessivo, a.  Pais normais que têm um filho albino desejam saber:

 

                Qual a probabilidade de terem outro filho mas com pigmentação normal da pele?

 

a) 1/2

b) 1/4

c) 3/4

d) 1/3

e) 2/3

 

18) (FGV-SP) Na espécie humana, um determinado caráter é causado por um gene autossômico recessivo. A probabilidade de um homem híbrido produzir espermatozóides contendo o gene recessivo é de:

 

a) 25 %

b) 30 %

c) 50 %.

d) 75 %

e) 100 %

 

19) (UNESP) Em organismos diplóides sexuados, cada par de cromossomos é formado por um cromossomo de origem paterna e um de origem materna. Qual a probabilidade de os espermatozóides conterem apenas os cromossomos de origem materna, em um organismo com quatro pares de cromossomos?

 

a) 1/2

b) 1/4

c) 1/8

d) 1/16

e) 1/32

 

20) (MED.SANTOS) A queratose (anomalia da pele) é devido a um gene dominante Q. Uma mulher com queratose, cujo pai era normal, casa-se com um homem com queratose, cuja mãe era normal.  Se esse casal tiver quatro filhos a probabilidade de todos eles apresentarem queratose é de:

 

a) 15,6%

b) 24,6%

c) 12,5%

d) 31,6%

e) 28,1%

 

Parte V: 2ª Lei de Mendel

 

1)  Uma planta que produz fruto vermelho e biloculado foi cruzada com outra de fruto amarelo e multiloculado, resultando 160 descendentes, assim distribuídos:

 

                41 de frutos vermelhos biloculados

                39 de frutos vermelhos multiloculados

                38 de frutos amarelos biloculados

                42 de frutos amarelos multiloculados.

 

Quais os fenótipos e genótipos dos tipos parentais?

 

a) fruto vermelho biloculado =  AaMm; fruto amarelo multiloculado =  aamm

b) fruto vermelho biloculado = AAMm; fruto amarelo multiloculado =  aaMM

c) fruto vermelho biloculado = aamm; fruto amarelo multiloculado =  AAMM

d) fruto vermelho biloculado = AaMM; fruto amarelo multiloculado = aamm

e) fruto vermelho biloculado = AaMm; fruto amarelo multiloculado =  Aamm

 

2) (ACAFE-SC)  De acordo com as leis de Mendel, indivíduos com genótipo:

 

a) AaBb produzem gametas A, B, a e b.

b) AaBB produzem gametas AB e aB.

c) Aa produzem gametas AA, Aa e aa.

d) AA produzem gametas AA.

e) AABB produzem dois tipos de gametas.

 

3)  (UFPA)  Na Drosophila melanogaster, a cor do corpo ébano é produzida por um gene recessivo (e) e o corpo de cor cinza, pelo seu alelo (E).  A asa vestigial é produzida por um gene recessivo (v) e o tamanho normal da asa é determinado pelo seu alelo (V).  Se moscas diíbridas são cruzadas entre si e produzem 256 indivíduos, quantas moscas desta progênie apresentarão o mesmo genótipo dos pais?

 

a) 144

b) 128

c) 64

d) 8

e) 16

 

4) (U.F.SE-SE) A proporção fenotípica encontrada na descendência do  cruzamento entre indivíduos heterozigotos  para dois caracteres com dominância completa é:

 

a) 3:1

b) 1:2:1

c) 9:4:3

d) 9:7

e) 9:3:3:1

 

5) (FEI-SP) Em Drosophila melanogaster, asa vestigial  (curta) e corpo ébano (preto) são características determinadas por  dois pares de gens recessivos v e e, respectivamente. Asa longa e corpo cinzento são características determinadas pelos gens dominantes V e F. Do cruzamento entre parentais surgiu, em F1, 25% de indivíduos de asa longa e corpo cinzento. O genótipo provável dos pais será:

 

a) VvEe  X  VvEe                   d) VvEe  X  vvee

b) VVEE  X  vvee                   e) VvEe  X  VVEE

c) vvee  X  vvee

 

6) (F.C.Chagas-BA) Sendo Aa, Bb e Cc três pares de gens com segregação independente, quantos tipos de gametas poderão ser formados por um indivíduo AA Bb Cc?

 

a) 3

b) 4

c) 6

d) 8

e) 12

 

7) Da autofecundação de uma planta heterozigota para dois pares de alelos independentes e com dominância completa em cada par, foram obtidos 192 descendentes. É esperado que nessa descendência devam existir aproximadamente:

 

a) 16 tipos diferentes de genótipos.

b) apenas indivíduos heterozigóticos.

c) 48 indivíduos homozigóticos para dois pares de genes.

d) 188 indivíduos heterozigóticos.

e) 144 indivíduos heterozigóticos para os dois pares de genes.

 

8) (FUVEST-SP) Um indivíduo heterozigoto quanto a dois pares de genes localizados em diferentes pares de cromossomos formará:

 

a) dois tipos de gameta na proporção 1:1.

b) dois tipos de gameta na proporção 3:1.

c) três tipos de gameta na proporção 1:2:1.

d) quatro tipos de gameta na proporção 1:1:1:1.

e) quatro tipos de gameta na proporção 9:3:3:1.

 

9) (FUVEST-SP) Em Drosophila melanogaster os alelos recessivos dumpy e ebony estão em cromossomos não homólogos. Do cruzamento entre indivíduos duplamente heterozigotos, a proporção de indivíduos que apresentam ao mesmo tempo os fenótipos dumpy e ebony é:

 

a) 1/2.

b) 1/4.

c) 1/8.

d) 1/16.

e) 1/32.

 

Parte VI: Interação Gênica

 

1) (FUND. LUSÍADAS-SP) Todos os filhos de um casal são mulatos médios.  Provavelmente esse casal é constituído por:

 

a) dois mulatos médios.

b) um mulato médio e um negro puro.

c) um mulato médio e um branco puro

d) um negro puro e um branco puro.

e) um mulato claro e um escuro.

 

2) (FATEC-SP)  Pares de genes, com segregação independente, podem agir, conjuntamente, na determinação de uma mesma característica fenotípica.  Este fenômemo é conhecido como:

 

a) interação gênica.

b) epistasia

c) herança quantitativa

d) poligenia

e) dominância completa.

 

3) (ACAFE-SC) Os fenótipos para a forma dos frutos da abóbora podem ser: discóide, esférica  ou alongada.

   A forma discóide dos frutos da abóbora é condicionada pelo genótipo A_B_; a forma alongada por aabb.  Do cruzamento de abóboras discóides, ambas heterozigotas, espera-se que nasçam:

 

a) somente abóboras discóides.

b) 50% AaBb e 50% aabb.

c) abóboras discóides, esféricas e alongadas.

d) 75% A_B_ e 25% a_B_.

e) somente abóboras discóides heterozigotas.

 

4) (UNIMEP-SP) Sabe-se que, de uma maneira geral, cada par de genes alelos determina uma única característica, porém há casos onde um mesmo par de genes, sob determinadas condições ambientais, determina dois ou mais caracteres.  Este fenômeno é conhecido como:

 

a) epistasia.

b) genes aditivos.

c) interação gênica.

d) pleiotropia.

e) genes quantitativos.

 

5) (UNIFOR-CE) Na moranga, a cor dos frutos deve-se às seguintes combinações de genes:

 

              B_aa = amarelo                   B_A_ = branco

               bbA_ = branco                     bbaa = verde

 

Estas informações permitem concluir que o gene:

 

a) A é epistático sobre seu alelo.

b) B é epistático sobre A e sobre a.

c) a é hipostático em relação a A.

d) b é hipostático em relação a B.

e) A é epistático sobre B e sobre b.

 

6) (CESGRANRIO-RJ)  Supondo-se que a cor da pele humana seja condicionada por apenas dois pares de genes autossômicos (A e B) dominantes, qual a probabilidade de um casal de mulatos médios, ambos com genótipo AaBb,  ter um filho branco?

 

a) 1/16

b) 4/16

c) 5/16

d) 6/16

e) 8/16

 

7) (STA.CASA-SP) Admita que em certos animais de laboratório o gene A condicione cor preta de pelagem e seja dominante sobre o seu alelo a, que condiciona a cor marrom. O gene E não alelo de A, e localizado em diferente autossomo, condiciona cor branca de pelagem, em homozigose ou heterozigose, tendo pois efeito epistático sobre os genes A e a.

                Um animal preto, filho de pais brancos, é retrocruzado com sua mãe e tem 20 descendentes com as três cores de pelagem citadas. Quantos devem ser brancos?

 

a)  2

b)  8

c) 10

d)  4

e)  5

 

Parte VII: Herança Sexual

 

1) (FASP) No diagrama abaixo está representado o casamento entre um homem normal e uma mulher normal, filha de um homem hemofílico .

 
   
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 


                Sabendo-se que a hemofilia é uma doença determinada por um gene recessivo e ligado ao sexo, deste casamento poderão nascer crianças hemofílicas na proporção de :

 

a) 0 %

b) 25%

c) 50%

d) 75 %

e) 100%

 

2) (UFBA) Em gatos, a determinação da cor do pêlo é um caso de herança ligada ao cromossomo X. Assim, o pêlo malhado, que é a manifestação de um genótipo heterozigoto em ausência de dominância, só é encontrado normalmente nas fêmeas . 0 aparecimento excepcional de machos malhados é explicado a partir da seguinte constituição sexual cromossômica:

 

a) XY

b) XX

c) XXY

d) XYY

e) XXX

 

3) (Fuvest-SP) 0 daltonismo é de herança recessiva ligada ao X. Uma mulher de visão normal, cujo pai é daltônico, casou-se com um homem de visão normal. A probabilidade de crianças daltônicas na prole dessa mulher é de :

 

a) 1 /4 dos meninos .

b) 1/4 das meninas.

c) 1/2 dos meninos.

d) 1/8 das crianças.

e) 1/2 dos meninos e 1/2 das meninas.

 

4) (UnB-DF) 0 daltonismo é um caráter ligado ao sexo. 0 cromossomo X transporta um gene recessivo para o daltonismo, não havendo alelo correspondente no cromossomo Y. Isto explica porque:

 

a) existem muito mais homens daltônicos que mulheres daltônicas .

b) existem muito mais mulheres daltônicas que homens daltônicos.

c) o número de homens e mulheres daltônicas é aproximadamente o mesmo .

d) o daltonismo depende do fenótipo racial.

e) o daltonismo, embora de caráter genético, é influenciado pelo meio ambiente

 

5) (UFPA) A hipertricose na orelha é condicionada por um gen localizado na parte não homóloga do cromossomo Y (gen holândrico). Um homem, cujo avô paterno tinha hipertricose, casa-se com mulher normal e sem hipertricose na família. Esse casal tem descendentes com os seguintes fenótipos:

 

a) Todas as mulheres são portadoras e todos os homens apresentam hipertricose.

b) Todas as mulheres são normais e todos os homens apresentam hipertricose.

c) 50% das mulheres e dos homens apresentam hipertricose.

d) 100% das mulheres são normais, enquanto 25% dos homens apresentam hipertricose.

e) Toda a descendência de ambos os sexos é normal.

 

6) (UFBA) A análise do heredograma a seguir permite supor que a característica apresentada pelos indivíduos é:

 

 

 
   
 
 

 

 

 

 

 

 


a) ligada ao cromossomo X.

b) ligada ao cromossomo Y.

c) autossômica dominante.

d) autossômica recessiva.

e) letal na primeira infância.

 

7) (UFBA) No heredograma a seguir, os indivíduos representados por símbolos pretos são afetados pela surdo-mudez. Da análise do heredograma, conclui-se que a surdo-mudez é uma característica hereditária:

 

 
   
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 


a) letal em homozigose.

b) recessiva e autossômica.

c) dominante e autossômica.

d) dominante e ligada ao cromossomo Y .

e) recessiva e ligada ao cromossomo X.

 

8) (UFPA) A calvície é determinada por um gene autossômico cuja dominância é influenciada pelo sexo, comportando-se como dominante no homem e como recessivo na mulher. Simbolizando-se o gene que causa a calvície por C e o seu alelo selvagem por c, indique o genótipo dos indivíduos ( 1 ), (2), (4) e (5) da genealogia abaixo, na qual estes genes estão segregados.

 
   
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


a) Cc, CC, CC, Cc

b) Cc, cc, cc, Cc

c) CC, cc,cc, Cc

d) CC, Cc, Cc, Cc

e) Cc, CC, CC, cc

 

9) (CESGRANRIO-RJ) Do casamento de homem normal com mulher normal nasceram: um menino daltônico com sangue tipo A; um menino normal com sangue tipo 0; uma menina normal com sangue tipo B; uma menina normal com sangue tipo 0 e um menino daltônico com sangue tipo AB. Isso leva-nos a concluir que:

 

a) 0 pai e a mãe possuem o gene para daltonismo; o pai tem sangue tipo A e a mãe sangue tipo B ou vice-versa.

b) A mãe possui o gene para daltonismo, o pai não possui esse gene; o pai tem sangue A e a mãe sangue tipo B ou vice-versa.

c) A mãe possui o gene para daltonismo, o pai não possui esse gene; o pai tem sangue tipo AB e a mãe sangue tipo 0 ou vice-versa.

d) 0 pai possui o gene para daltonismo, a mãe não possui esse gene; o pai e a mãe têm sangue tipo AB.

e) A mãe possui o gene para daltonismo, o pai não possui esse gene; o pai tem sangue tipo AB e a mãe sangue tipo A ou vice-versa.

 

10) (PUC-SP) A hemoflia é caráter ligado ao sexo. Um homem hemofílico é casado com uma mulher normal, cujo pai era hemofílico. Qual a probabilidade do primeiro filho do casal ser menino e hemofílico?

 

a) 1/2                      d) 1/16

b) 1/4                      e) 1/32

c) 1/8

 

11) (PUC-RS) Num casamento em que o homem é de visão normal para as cores e sua esposa é também normal, porém filha de um homem daltônico, os filhos poderão ser:

 

a) todas as filhas normais e os filhos daltônicos .

b) todos os filhos normais e as filhas daltônicas.

c) filhas normais, filhas portadoras, filhos normais e filhos daltônicos .

d) filhas portadoras e filhos normais, apenas.

e) filhos portadores e filhas daltônicas.

 

12) (PUC-SP) 0 cruzamento de uma drosófila de olho vermelho, heterozigota, com um macho de olho branco, sabendo-se que esse caráter obedece ao mecanismo da herança ligada ao sexo, deve dar:

 

a) todos os descendentes machos de olho vermelho, porque eles não recebem o cromossomo X do pai.

b) descendentes machos de olho vermelho e olho branco, porque 50% deles recebem o cromossomo X do pai, que tem olho branco, e 50% o X da mãe, que tem olho vermelho.

c) todos os descendentes femininos de olho branco, porque as fêmeas recebem o cromossomo X do pai, que tem olho branco.

d) 50% dos descendentes femininos de olhos vermelhos e 50% de olhos brancos, porque a fêmea é heterozigota e o macho é portador do gene recessivo.

e) tanto machos quanto fêmeas 50% de olhos vermelhos e 50% de olhos brancos, porque se trata do cruzamento de um heterozigoto com um birrecessivo.

 

13) (PUC-SP) Um casal normal para a visão das cores e para a coagulação tem uma filha normal e um filho daltnico e hemofílico.

Sendo os dois caracteres recessivos e ligados ao sexo, pode-se afirmar corretamente que:

 

a) tanto o pai quanto a mãe são portadores dos dois genes recessivos .

b) apenas o pai é portador dos sois gens recessivos.

c) apenas a mãe é portadora dos dois genes recessivos.

d) o pai é portador do gene para daltonismo e a mãe é portadora do  gen para hemofilia.

e) o pai é portador do gene para hemofilia e a mãe é portadora do  gen para daltonismo.

 

14) (VUNESP-SP) Em Drosophila o gene W (dominante) determina a cor vermelha do olho e seu alelo w (recessivo) determina a cor branca. Esses genes são levados no cromossomo sexual X.

                Assinale o cruzamento que permite separar os machos e fêmeas pela coloração dos olhos:

 

a) Xw Xw cruzada com XW Y

b) XW Xw cruzada com Xw Y

c) XW XW cruzada com Xw Y

d) XW XW cruzada com XW Y

e) os cruzamentos a e b

 

15) (FUVEST-SP) 0 gene recessivo h está localizado no cromossomo X e é o responsável pela hemofilia na espécie humana. Com base nessas informações e nas contidas na árvore genealógica abaixo, responda a seguinte pergunta: se a mulher 4 casar com um homem normal e seu primeiro filho for um menino hemofílico, qual é a probabilidade de que o próximo filho homem desse casal venha a ser hemofílico?

 

 

 

a) 3/4                      d) 1/4

b) 1/3                      e) 1/8

c) 1/2

 

16) (UFBA) Uma característica recessiva determinada por gene ligado ao cromossomo X condiciona que:

 

a) as fêmeas tenham maior probabilidade de serem afetadas.

b) os machos tenham maior probabilidade de serem afetados.

c) apenas as fêmeas transmitam o gene.

d) apenas os machos transmitam o gene.

e) os machos só transmitam o gene aos descendentes machos .

 

17) Uma mulher com síndrome de Turner é cromatina negativa (sem corpúsculo de Barr) e daltônica. Sabe-se que é filha de pai daltônico e mãe normal, homozigótica para a visão das cores. 0 responsável pelo gameta cromossomicamente anormal foi:

 

a) o pai, pois ele é daltônico e deu-lhe o cromossomo X.

b) a mãe, pois ela é normal e homozigótica.

c) o pai, pois ele deu-Ihe o cromossomo Y.

d) a mãe, pois ela deu-lhe o cromossomo X.

e) o pai ou a mãe, pois ambos apresentam, no gameta, o cromossomo X.

 

18) (FUVEST-SP) Um gene recessivo localizado no cromossomo X é transmitido pelas mulheres heterozigotas a:

 

a) metade de suas crianças

b) apenas suas crianças de sexo masculino

c) apenas suas crianças de sexo feminno

d) 1/4 de suas crianças

e) todas as suas crianças

 

19) (FGV-SP) Uma mulher de visão normal, filha de pai daltônico e de mãe normal, filha de pai daltônico e de mãe normal, casou-se com um homem de visão também normal.  A probabilidade de o menino que nasceu desse casamento ser daltônico é:

 

a) 1/4

b) 1/2

c) 1/3

d) 1/8

e) 1/16

 

Parte VIII: Linkage e Mapas genéticos

 

1) (F.C.Chagas-SP) Os gens a e b encontram-se num mesmo cromossoma, sendo a distância entre eles de 17 unidades. A frequência de gametas AB formados por um indivíduo AB/ab é  de:

 

a) 8,5%

b) 17%

c) 34%

d) 41,5%

e) 83%

 

2) No milho grão colorido I  dominante sobre grão incolor  i e grão liso R‚ dominante sobre grão rugoso r.  Os  dois pares de genes estão em linkage.  Plantas de  semente  colorida  lisa foram cruzadas com plantas de sementes  incolores  rugosas.  A F1, toda de sementes coloridas e lisas, foi retrocruzada com  plantas de semente incolor e rugosa produzindo:

 

285 plantas com sementes coloridas lisas

        10 plantas com sementes coloridas rugosas

     297 plantas com sementes incolores rugosas

   8 plantas com sementes incolores lisas

 

A taxa de crossing entre I e R é:

 

a) 3%

b) 6%

c) 48,5%

d) 0,7%

e) 1,5%

 

3) (CESGRANRIO) Consideremos dois pares de genes CD/cd durante a meiose.  Supondo-se que ocorre crossing entre eles numa freqüência de 16%, os gametas formados serão:

 

a)  25% CD, 25% cd, 25% Cd, 25% cD.

b)  42% CD, 42% cd, 16% Cd, 16% cD.

c)  42% CD, 42% cd, 8% Cd,   8% cD.

d)  50% CD, 50% cd.

e)  84% CD, 84% cd, 16% Cd, 16% cD.

 

4) (OMEC-SP) Cruzando-se um heterozigoto para dois pares de genes AaBb com um duplo recessivo aabb, obteve-se:

 

43 % - indivíduos AaBb

43 % - indivíduos aabb

7% - indivíduos Aabb

7% - indivíduos aaBb

 

                Tratando-se, evidentemente, de um caso de ligação fatorial, pode-se dizer que :

 

a) o heterozigoto é Ab/aB e a distância entre os dois genes é de 7 unidades.

b) o heterozigoto é AB/aB e a distância entre os dois genes é de 7 unidades.

c) o heterozigoto é Ab/aB e a distância entre os dois genes é de 14 unidades.

d) o heterozigoto é AB/ab e a distância entre os dois genes é de 14 unidades.

e) não se pode saber a constituição do heterozigoto, mas a distância entre os dois genes é de 14 unidades.

 

5) (FEI-SP) Qual a seqüência mais provável dos genes A, B, C, D, localizados no mesmo cromossomo, apresentando as seguintes freqüências de recombinação: 

 

AB - 17%      CD - 30%      AC - 5%       AD - 35%      BD - 18%

 

a) A - B - C - D

b) A - C - B - D

c) A - B - D -C

d) C - A - B - D

e)  C - A - D - B


6) (UNESP-SP) Se em um mapa genético a distância entre os loci A e B é de 16 morganídeos, qual a frequência relativa dos gametas AB, Ab, aB, ab, produzidos pelo genótipo AB/ab?

 

 

AB

Ab

aB

ab

a)

36%

14%

14%

36%

b)

34%

16%

16%

34%

c)

42%

8%

8%

42%

d)

8%

42%

42%

8%

e)

44%

6%

6%

44%

 

GABARITO

 

 

Parte I – 1ª Lei de Mendel

 

 

 

 

 

 

 

1-     C

2-     B

3-     C

4-     A

5-     B

6-     C

7-     D

8-     C

9-     B

10-   C

11-   A

12-   B

13-   D

14-   E

15-   B

16-   D

17-   E

18-   D

19-   C

20-   D

21-   E

22-   C

23-   C

24-   E

 

 

 

 

 

 

 

Parte II – Alelos Múltiplos

 

 

 

 

 

 

 

1-     C

2-     B

3-     C

4-     E

5-     D

 

 

 

 

 

 

Parte III – Grupos Sangüíneos

 

 

 

 

 

 

 

1-     D

2-     B

3-     D

4-     C

5-     A

6-     A

7-     E

8-     A

9-     B

 

 

Parte IV - Probabilidade

 

 

 

 

 

 

 

1-     B

2-     D

3-     C

4-     C

5-     D

6-     A

7-     E

8-     C

9-     D

10-   D

11-   D

12-   C

13-   A

14-   D

15-   B

16-   E

17-   C

18-   C

19-   D

20-   D

 

Parte V – 2ª Lei de Mendel

 

 

 

 

 

 

 

1-     A

2-     B

3-     C

4-     E

5-     D

6-     B

7-     C

8-     D

9-     D

 

 

Parte VI – Interação Gênica

 

 

 

 

 

 

 

1-     D

2-     A

3-     C

4-     D

5-     E

6-     A

7-     C

 

 

 

 

Parte VII – Herança Sexual

 

 

 

 

 

 

 

1-     B

2-     C

3-     C

4-     A

5-     B

6-     B

7-     B

8-     A

9-     B

10-   B

11-   C

12-   D

13-   C

14-   A

15-   C

16-   B

17-   B

18-   A

19-   A

 

 

Parte VIII – Linkage e Mapas genéticos

 

 

 

 

 

 

1-     D

2-     A

3-     C

4-     D

5-     B

6-     C

 

 

 

 

 

TRANSGÊNICOS

Você sabe o que são OGM's? Organismos geneticamente modificados. São seres, de qualquer grupo de classificação, que tiveram seu genoma modificado no sentido de acrescentar-se ou suprimir genes objetivando o aparecimento ou desaparecimento de alguma característica.

Parece ficção mais é a mais pura realidade. No caso das plantas os objetivos da manipulação genética podem ser a melhora do valor nutritivo, o maior tempo de amadurecimento levando a um período maior de conservação e aumento da resistência do cultivar ao uso de inseticidas.

A manipulação gênica de alimentos é hoje um processo irreversível. Para se ter uma idéia, em 1990 não havia lavouras comerciais de soja transgênica. Já em 1998, a área cultivada superou os 28 milhões de hectares em todo o mundo e até o fim de 2000 essa área será de mais de 40 milhões de hectares. Os principais cultivos de transgênicos hoje são de soja, milho, algodão e batata. Entretanto, já existem no mercado, ou em fase de testes, alimentos transgênicos como banana, brócolis, café, cenoura, melão, morango e trigo. Os Estados Unidos lideram em termos de área cultivada, 74% seguidos da Argentina com 15% e Canadá com 10%. No Brasil, a EMBRAPA, com sede em Brasília, estuda os transgênicos desde 1981. O primeiro projeto introduziu genes da castanha-do-pará no feijão para aumentar seu valor nutricional em um projeto conhecido como Feijão Maravilha. Hoje a EMBRAPA trabalha com soja, banana, algodão, abacaxi, batata, entre outros.

Os produtos modificados geneticamente estão no prato de 2,5 bilhões de pessoas no mundo. Alguns produtos modificados geneticamente que possuem soja transgênica que você pode estar consumindo são: sorvetes, achocolatados, salsichas, balas, chocolates, biscoitos, coberturas de sorvetes, cereais, bebidas com soja, queijos com leite de soja, carne de soja, leite em pó, alimentos para bebês. Alguns produtos que podem conter milho transgênicos são: sucrilhos, pipoca, óleo de milho e com tomate transgênico o catchup, molhos e sucos.

Hoje a discussão sobre os transgênicos não é apenas biológica. É também ética e econômica. Para o atual presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul, Renan Proença "a discussão sobre os organismos geneticamente modificados não pode restringir-se ao campo ideológico ou do puro palpite. A agricultura de hoje é muito poluidora e a biotecnologia tem como uma das funções resolver esse problema". Para ele a engenharia genética "é uma conquista para incrementar o progresso humano e não um monstro que deve ser combatido como um inimigo".

Como todos sabem a Genética tem evoluído muito nos últimos anos. Avanços como a clonagem da ovelha Dolly e recentemente o sucesso da codificação do genoma humano e de vários outros seres como o do bactéria causadora do amarelinho em laranjeiras e o do cólera abriram uma nova perspectiva no estudo e manipulação dos genes. Essa não é uma história recente, há muito tempo o homem vem manipulando geneticamente vários seres.

Estaremos correndo algum risco com os transgênicos?

Levamos cerca de 35 anos para descobrir que o gás CFC é extremamente prejudicial para a camada de ozônio. Em 1947 quando se iniciou o uso do DDT em lavouras, só se conheciam seus efeitos positivos. Foram necessários 20 anos para que os malefícios à saúde humana pudessem ser comprovados. A pergunta acima ainda não tem resposta. Existem poucos estudos no sentido de provar a neutralidade dos transgênicos para a saúde do homem e para o ambiente, ao contrário dos estudos para a produção dos mesmos. Sendo assim, os prováveis efeitos a longo prazo da transgênica permanecem uma incógnita. A DuPont investiu cerca de 10 milhões de dólares para lançar a soja Optium, com menor teor de gordura saturada, mais sabor e adequada à fritura. Espera-se um retorno de mais de 500 milhões de dólares nos próximos anos.

Um provável efeito dos alimentos modificados seria a alergia. Nos Estados Unidos cerca de 2,5 a 5 milhões de pessoas, a maioria de crianças, apresentam reações alérgicas associadas a uma soja transgênica. Esta possui genes da castanha-do-pará para aumentar o nível de methionina, aminoácido importante para as atividades cerebrais. 

Outro possível efeito colateral dos vegetais transgênicos seria a migração horizontal do gene introduzido para ervas daninhas ou outras culturas agrícolas plantadas na vizinhança. Em uma área de cultivo, a soja modificada, mais resistente ao herbicida poderia transferir o gene da resistência a outras plantas e causar desequilíbrios ecológicos com conseqüências imprevisíveis.

Outra questão fundamental acerca dos transgênicos gira em torno da biossegurança. A toxicidade ambiental ou humana não é facilmente definida porque ainda está em estágio inicial de desenvolvimento. A soja Roundup ready, produzida pela multinacional Monsanto, foi alterada geneticamente para resistir a aplicação de herbicidas aplicados contra as ervas daninhas que crescem no mesmo cultivo. Assim, mesmo impregnada de produtos químicos ela tem garantida sua produtividade. Imagine os riscos ambientais do aumento do uso de agrotóxicos. O conhecimento humano sobre substâncias químicas é muito limitado. Um ser vivo possui inúmeros processos bioquímicos que podem ser influenciados a médio ou longo prazo e das formas mais variadas.

Cientistas do mundo todo alertam sobre a falta de dados científicos capazes de certificar a segurança dos alimentos transgênicos para o ambiente e para a saúde do homem. Depois dos estudos com as larvas da borboleta Monarca, agora é a vez das cotovias. Em um estudo teórico os pesquisadores da Escola de Ciências Ambientais e Biológicas da Universidade de East Anglia (Reino Unido) criaram um modelo de computador que simula o ambiente de campos cultivados com beterrabas geneticamente modificadas resistentes a herbicida. As outras espécies modeladas no estudo são a erva daninha ancarinha branca (Chenopodium album) e a cotovia (Alauda arvensis). A conclusão é que, com a adoção da beterraba transgênica, a pulverização diminuirá a população de ancarinhas e, indiretamente, a de cotovias, que se alimentam das sementes da erva, isso dependendo do manuseio do solo. 

O uso de plantas geneticamente modificadas para resistir ao ataque de ervas daninhas pode prejudicar as aves - não porque as mudanças genéticas sejam danosas a eles, mas porque matar as ervas significa menos alimento para esses animais. Em Norwich (Reino Unido), algumas das fazendas onde esses vegetais são empregados registraram uma queda de até 90% na quantidade de ervas - ótima notícia para os fazendeiros, mas péssima para aves famintas. Mais uma vez é preciso reforçar que esse é um estudo teórico, que deve ser usado como uma ferramenta a mais para a análise dos efeitos das culturas geneticamente modificadas para o ambiente e para o homem.

Outro aspecto a ser analisado é que apenas 10 países respondem por 84% dos recursos para pesquisa e desenvolvimento no mundo e controlam 95% das patentes. Pessoas ou empresas de países industrializados detém os diretos sobre 80% das patentes concedidas nos países subdesenvolvidos. Quais seriam os efeitos de tamanha dependência nesse setor? Como ficariam as populações de países em desenvolvimento que não podem pagar o preço dessa nova tecnologia? Por que embarcar em uma tecnologia que sequer provou apresentar vantagens em termos produtivos sobre as atuais? Uma tecnologia que "nasce" em um meio de tantas divergências?

Diante de tanta incerteza não há como predizer se os efeitos da ampla adoção de seres geneticamente modificados serão benéficos ou maléficos, principalmente para as futuras gerações.

 Clonagem

Em fevereiro de 1997, o escocês Ian Wilmut, um brilhante embriologista de 52 anos, anunciou a primeira clonagem de um animal adulto, uma ovelha. Todo mundo só falou disso, mas explicar que é bom, quase ninguém explicou. Agora você vai entender tudo direitinho.

Por Flávio Dieguez

 

 

A notícia da façanha de Wilmut foi uma bomba, uma unanimidade, uma festa e tanto.

Bem, comecemos pelo verbo "clonar", que por sinal ainda não faz parte do Aurélio. Esse neologismo genético significa fazer cópia, artificialmente, de um ser vivo. Aliás, "clonar", em si, nem é uma novidade. Cientistas do mundo inteiro andam "clonando" por aí há quase vinte anos. Desde 1978, vários tipos de animais são copiados -- e, se não fosse proibido, já teriam sido anunciados os clones de gente. Mas antes as cópias eram obtidas a partir de embriões -- e embriões, você sabe, são aqueles pequenos ovos gerados a partir do encontro de um óvulo com um espermatozóide. Portanto, a técnica de clonagem partia da multiplicação forçada de embriões. Reproduziam-se num tubo de ensaio diversos embriões de uma matriz, que depois eram colocados nos úteros de várias fêmeas.

O que Wilmut conseguiu de extraordinário foi quebrar dois tabus. Primeiro, eliminou de seu clone a necessidade do encontro de um espermatozóide com um óvulo -- até aqui indispensável para formar o embrião. Wilmut produziu sua criatura usando um óvulo virgem, que nunca havia sido fecundado. Para isso, retirou desse óvulo o seu núcleo original e pôs no lugar os genes de uma célula comum de outra ovelha. Esta é que foi "clonada". Da que era dona do óvulo, coitada, nada restou no filhote.

Aí, veio o segundo e mais espetacular tabu: o cientista escocês fez um embrião com os genes de uma célula comum, ou melhor, especializada. Essa célula especializada veio de uma glândula mamária, uma simples teta. Sua única função na existência era ser mama e nada mais. Por isso, especializada. As células do cabelo são especializadas em ser cabelo, as do fígado, em ser fígado, as da unha, unha. Agora, na Escócia, a carga genética de uma célula corriqueira gerou um inacreditável embrião. Dali nasceria uma ovelha geneticamente idêntica à dona da mama. "Esse resultado mostra como é fascinante o desenvolvimento atual na área da Genética e da reprodução", disse à SUPER o médico Roger Abdel Massi, especialista em reprodução humana. Sim, um verdadeiro milagre, mas científico.

A ousadia de Ian Wilmut foi coroada com o humor típico da cultura britânica, um humor que talvez seja genético. Ele batizou sua cria de Dolly. Uma homenagem, diz o cientista, à cantora americana Dolly Parton, dona de uma silhueta que realça bem a parte do organismo de onde Wilmut retirou sua célula especializada. O escocês, merecidamente, foi a sensação do planeta.

Reviravolta na Teoria da Evolução

Ian Wilmut simplesmente aposentou aquilo que era uma lei sagrada da Biologia, segundo a qual uma célula especializada (de ovelha e da maioria das espécies conhecidas) jamais poderia gerar um novo ser. Com algumas poucas espécies, como a estrela-do-mar e as bananeiras, não é assim. Se alguém corta um pedaço do tronco de uma bananeira e o joga no canteiro, outra vai brotar espontaneamente. Ou seja, a célula especializada do tronco vira embrião e inaugura outra bananeira, idêntica à primeira. Para esses seres a clonagem é rotineira. Mas para a maioria das espécies não há clonagem natural. Apenas os óvulos e os espermatozóides participam da reprodução. Resumo: sem sexo, elas jamais poderiam se reproduzir.

A evolução passa pelo sexo há cerca de 500 milhões de anos. E ela fica melhor assim. Havendo espermatozóides e óvulos trocando cargas genéticas, as possiblidades de nascerem indivíduos diferentes é maior, pois os genes do pai se misturam aos da mãe num organismo novo. O que é bom: mais indivíduos diferentes significa mais chance de evolução. Se todos fossem como as bananeiras, os filhotes seriam sempre idênticos aos pais, geração após geração, e a evolução seria muito lenta, causada só por uma ou outra mutação dos genes.

Nas espécies que se reproduzem por óvulos e espermatozóides, que são a maioria, a natureza criou uma sábia proibição: nenhuma outra célula do corpo está autorizada a participar da reprodução. Só as células sexuais cuidam disso.

Foi aí que Wilmut anunciou um revertério assustador, derrubando a velha lei. Ele conseguiu desprogramar uma célula especializada e fazer com que seu núcleo, levado para dentro de um óvulo, virasse um embrião. "Com isso, ganhamos uma capacidade reprodutiva que é típica das plantas", explica o professor Otto Crócomo, da USP, um dos maiores especialistas em clones de vegetais no Brasil. Como é uma máquina complexa, o organismo só funciona direito se cada parte tiver função bem definida e se todas as partes estiverem bem coordenadas. É por isso que as células se especializam durante a gestação. Umas virarão olho, outras fígado etc. Mas, mesmo especializadas, todas as células têm os mesmos genes. Logo, o que Wilmut precisava fazer, era apagar as instruções inscritas nos genes da célula tirada da ovelha adulta, a que seria a mãe de Dolly. Essa célula só sabia ser mama, mas o escocês deu a ela a ordem de ser embrião. Como? É o que você vai ver a seguir.

O que eu vou ser quando crescer?

Veja como as células se especializam, aprendem a executar uma tarefa específica e usam apenas alguns dos seus genes.

Como embrião, a célula ainda não sabe o que vai ser quando crescer. Sua carga genética, o DNA dentro do núcleo, está livre para assumir qualquer função.

O embrião cresce porque as células se multiplicam. Aí elas começam a desligar os genes de que não vão mais precisar

Uma célula da mama só usa os genes que interessam à sua função, como o que manda fazer uma das muitas proteína do leite.

No final, só ficam ligados os genes que cada célula especializada usa em sua função dentro do organismo.

Como tapear uma célula de ovelha

Para realizar o sonho impossível de fazer de sua célula especializada um embrião, Ian Wilmut apostou num palpite sensacional: a fome. É um palpite que ainda não está inteiramente comprovado mas, ao menos em teoria, é fabuloso. Vamos a ele. Primeiro, submeteu a célula a uma dieta de sais comuns, como cloreto de cálcio e sulfato de magnésio, o equivalente a um chá com torradas. Com isso, o núcleo teve que reduzir suas atividades a quase zero, entrando num estado letárgico que os embriologistas chamam de quiescente. Nesse estado, a célula interrompe o seu ciclo de crescimento normal.

O truque fez essa quiescência acontecer quando a célula ainda era bem jovem. Essa é a fase G-Zero, muito breve. É o único instante em que os genes, dentro do núcleo, descansam e param de distribuir as ordens de crescimento e multiplicação para a célula. Nessa fase, as operações ficam a cargo de proteínas especiais do citoplasma. A função dessas proteínas é justamente entrar no núcleo e preparar os genes para o início de um novo ciclo de crescimento e reprodução.

Nesse instante preciso, transferindo esse núcleo para um óvulo cujo núcleo havia sido retirado, o cientista deu início a um grande logro. Sem essa tapeação, a experiência iria fracassar. Lembre-se de que óvulos e espermatozóides só têm metade do material genético de uma célula normal. Eles só formam um embrião quando se fundem, somando suas duas metades. Assim formam o embrião. Pois ao receber um núcleo novo, que contém o material genético completo, o citoplasma daquele óvulo vai cair numa ilusão biológica (imagine, só para entender o truque, que os óvulos caiam em ilusões). Então, o citoplasma vai atuar como se o núcleo já fosse um embrião. Suas proteínas, entram lá dentro e reprogramam os genes totalmente, disparando o início do crescimento e da multiplicação celular. Ou seja, o genes também serão cúmplices da ilusão. Em vez de autorizar um crescimento de novas células de mama, o que seria natural, assumem sem problema o papel de embrião. E tem início uma multiplicação celular para formar uma ovelha novinha.

"As proteínas do citoplasma realmente podem ter reprogramado os genes", confirmou à SUPER o embriologista Colin Stewart, do Centro Frederick de Desenvolvimento e Pesquisa do Câncer. Claro que a experiência ainda requer comprovações. Mas, desde já, o embriologista escocês abriu novas portas para a Biologia.

 

O segredo de Wilmut

Veja como o cientista construiu um embrião simplesmente obrigando uma célula especializada a passar fome.

A história começa com a célula da mama que ia virar um clone. Antes disso, foi preciso interromper o seu ciclo normal de reprodução. Acompanhe a experiência

1. A célula começa o ciclo bem jovem. Apesar de ser um bom momento para clonar, todas as tentativas até hoje deram errado.

2. Na segunda fase do ciclo, a célula fica pronta para dividir-se em duas. As clonagens a partir daqui também não funcionaram.

3. Terceira fase. A divisão já vai acontecer e dar origem a uma outra célula da mama. As chances de clonagem são mínimas

 

Veio então o grande lance. A célula jovem recebeu uma dieta bem magra de sais, que são o que ela come.

O seu núcleo (azul) foi acomodado dentro de um óvulo (verde) tirado de uma outra ovelha

A fome foi a chave do sucesso, por um motivo muito simples: ela fez o núcleo da célula interromper o seu ciclo e ficar num estado letárgico. E aí, ao ser colocado no óvulo, deixou de lado as instruções para produzir outra célula de mama. Em vez disso, passou a agir como um embrião e gerou uma nova ovelha, a Dolly.

A imaginação entre os mitos e a realidade

Depois de Dolly, a imaginação de todo mundo disparou na linha de clonar gente. Vamos com calma. Muito do que se

fala por aí é mito. Primeiro, não é verdade que um cidadão poderia ressuscitar na forma de um clone. Não. Nasceria um ser muito parecido com o primeiro, mas não é aquele primeiro reencarnado. Isto aqui é Genética, não espiritismo. Mais uma coisa: não dá para clonar morto. A célula tem de estar viva.

Assim, o clone não ficaria igual a quem lhe deu origem. Apenas os genes seriam iguais. Mas clone e clonado são diferentes, assim como são diferentes os gêmeos idênticos, que também têm o mesmo material genético. Há diferenças porque, além dos genes, o ambiente, a cultura, a comida, tudo influi no jeitão do indivíduo.

São perigosas, enfim, especulações de que os genes atuam sobre coisas como as emoções e a inteligência. Não há prova disso. E o mais provável é que a força dos genes, se existir, seja muito inferior à do ambiente. Até gêmeos que crescem juntos acabam tendo personalidades divergentes. As diferenças devem ser ainda maiores no clone de um adulto, pois cresceria em outra época e outro lugar.

Fabricados 277 embriões, só um vingou

Com o impacto da descoberta, diversos detalhes a respeito de Dolly passaram quase em branco. Um deles é que a clonagem funcionou, de maneira geral, muito bem. Afinal, o clone nasceu, e com boa saúde. Na verdade, a experiência deu um resultado fraco, já que Ian Wilmut não tentou clonar só uma ovelha, mas um total de 277. Isso significa que ele conseguiu transformar 277 células comuns em embriões, que foram depois implantados no útero de outras ovelhas, usadas como mães-de-aluguel. Mas desse conjunto inteiro só um filhote chegou a nascer: Dolly. Além disso, ele fez outras experiências utilizando embriões verdadeiros em vez de células comuns.

A clonagem de embriões já é conhecida, mas ela emprega embriões bem jovens. Wilmut testou estágios mais avançados de desenvolvimento para ver o que acontecia. De 557 tentativas, nasceram sete filhotes. Essas taxas baixas indicam que falta muito para aperfeiçoar a técnica. Outro fato citado pelo cientista em seu artigo científico na revista inglesa Nature é a possibilidade de Dolly não ter nascido de uma célula de mama, mas de algum embrião de verdade infiltrado por ali. Seria o maior banho de água fria do ano. As chances são remotíssimas, mas a suspeita tem de ser investigada.

Quatro promessas para 2001

Quatro grandes áreas de pesquisa vão ser tremendamente beneficiadas pela clonagem, de acordo com as declarações de Ian Wilmut à imprensa logo após anunciar a clonagem da ovelha. Dessa lista, a mais relevante, do ponto de vista científico, é o estudo do processo de envelhecimento das células. A razão é simples: sabendo o que se passa dentro das células, os cientistas podem investigar mistérios tão profundos quanto os do câncer. Alguns dos avanços recentes mais importantes no estudo da doença brotaram justamente de investigações detalhadas sobre as moléculas que atuam no processo de envelhecimento celular.

O segundo tópico é mais prático, pois Wilmut diz que agora vai ficar muito mais fácil agir diretamente sobre os genes. O resultado dessa ação precisa é que será possível estudar qualquer enfermidade genética. Na opinião do cientista, o progresso mais rápido acontecerá nas doenças pulmonares das crianças. A quarta

área, bem próxima a esta última, diz respeito à fabricação de drogas e terapias genéticas por meio da técnica dos clones.

A experiência a serviço da Biologia

Aos 52 anos, pai de três filhos, Wilmut é discreto e metódico. Não tem o perfil usual de uma grande estrela da ciência. Há vinte anos faz parte da equipe de 300 pesquisadores do Instituto Roslin, na pequena cidade de mesmo nome. Situado a 10 quilômetros da capital escocesa, Edimburgo, o instituto fica numa grande planície onde a criação de ovelhas é uma atividade econômica importante. Visto de fora, pode ser confundido com um grande estábulo. É natural que, nesse ambiente, a carreira de Wilmut tenha se orientado muito mais para a solução das questões práticas da pecuária, e menos para grandes indagações teóricas da Genética. "A clonagem nunca foi o verdadeiro motor das minhas pesquisas", declarou ele à agência de notícias Reuters logo após o sucesso com Dolly. "Meu primeiro trabalho importante foi conseguir congelar espermatozóides de porco." Mas é evidente que Wilmut acumulou um conhecimento acima do normal sobre o aparelho reprodutor dos animais. Especialmente nos primeiros momentos da gestação, em que os embriões ainda têm a escala microscópica de umas poucas células. Essa experiência parece ter sido decisiva para a façanha de transformar, pela primeira vez na história, uma célula adulta num embrião.

 

 

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